A MATA DE CAZUZINHA

A Mata de Cazuzinha representa um importante fragmento de Mata Atlântica do Recôncavo da Bahia, em meio à área urbana do município de Cruz das Almas. 

Apesar do crescimento urbano e do desmatamento causado pelo avanço habitacional às margens da mata, ela ainda apresenta uma vegetação razoavelmente preservada e que pode gerar dados que contribuam para a adoção de estratégias de conservação e preservação de suas espécies e consequentemente do bioma Mata Atlântica. 

Breve relato histórico: esta área florestal pertencia a Fazenda Itapicuru, propriedade do Coronel José Batista da Fonseca, cujo apelido era Cazuzinha. Pessoa de visão ambientalista, preservou uma área da Fazenda Itapicuru. Ao longo dos anos, o povo da cidade quando se referia a área florestal, a chamava de Mata de Cazuzinha. Depois, a propriedade passou para o seu filho Lauro Barroso Fonseca (Maninho de Cazuzinha) e no final da década de 1960 a área foi tombada pelo prefeito Lauro Passos, conservando e oficializando assim o seu nome popular. – D.Ana Lúcia Reis Fonseca – neta de Cazuzinha

Em 2012, o Prefeito Orlandinho inaugura o Parque Florestal Mata de Cazuzinha.

(FONTE: https://www.botanica.org.br/trabalhos-cientificos/64CNBot/resumo-ins19772-id5521.pdf)

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A FONTE DO DOUTOR

Fonte do Doutor 2

FONTE DO DOUTOR retratada em tela pelo pintor Zeca Salomão

Ainda me lembro das historias da Fonte do Doutor. Foi uma referência porque além de outras serventias abastecia a cidade com a sua água admirável. Um local que marcou a vida da cidade. Tinha uma expressão que se tornou popular e era citada em todos os lugares: QUEM BEBE ÁGUA DA FONTE DO DOUTOR, VOLTA! Não conheci a Fonte original onde o medico Dr. RIBEIRO DOS SANTOS se banhava todas as manhãs – daí o nome FONTE DO DOUTOR. Em sua homenagem a rua onde ele morou tem o seu nome, localizada entre a Av, Alberto Passos e Crisógno Fernandes. Daqui pra diante conheci. Onde é a lateral da Secretaria da Fazenda, Rua Lélia Passos, era a entrada para a Fazenda Bonsucesso que cortava um laranjal da vulgarmente chamada laranja de umbigo ou Bahia. Nas proximidades da Casa Grande (fazenda) uma grande quantidade de mangueiras, um jardim com varias espécies de rosas e predominantemente angélicas que eram comercializadas. Um estabulo para as vacas leiteiras. Dizem que a construção de um banheiro de carrapaticida foi o inicio da degradação do manancial (Fonte do Doutor). Nos anos 30, Dr. Luiz Eloy Passos foi nomeado Prefeito; na sua gestão foi construído o Matadouro Municipal e a reformulação da Fonte do Doutor cuja agua era colhida diretamente da forte. Construiu uma grande Caixa D’água, banheiros masculino e feminino, na lateral da caixa torneiras para captação de agua em latas, potes ou barris e colocação de mangueiras para lavagem de autos; varias bacias de cimento para lavagem de roupas. A Fonte tornou-se um ponto (point) de turismo das famílias cruz-almenses. Muitas famílias iam tomar o banho matinal na Fonte. Nada de maiô, as meninas entravam no box para o banho e as mães ficavam na porta do banheiro, de guarda da honra, não era guarda de honra era da honra. Aos homens era proibido sair de cueca dos boxes, O encarregado da Fonte era apelidado de Martelo; tinha um barraco de madeira onde ele vendia uma cachacinha para fregueses do banho e fregueses que não tomavam banho, só a cachaça. Os aguadeiros capitaneados por Bebiano vendiam agua nas casas, barris, para o consumo; para gasto geral era agua das cisternas. Curiosidade: O acesso à fonte era por uma ladeira de barro vermelho, sem calçamento; quando chovia era difícil para se subir até a pés. Muitos automóveis e caminhões pernoitavam lá por não poderem subir a ladeira, derrapavam. O abandono da Fonte se deu pela poluição. A agua perdeu o sabor original; quando coava ficava na toalha um liquido viscoso parecendo agua viva. Ainda com a perda da qualidade se compravam, depois da agua fornecida pela EMBASA se deixou definitivamente de comprar agua da Fonte. Acabaram-se os aguadeiros. A Fonte foi abandonada.
Quando funcionou o Grupo Ecológico Copioba, o Professor Eduardo Lacerda Ramos conclamou o Grupo a revitalizar Fonte, inclusive com uma ideia brilhante que seria construir um lago naquele local a começar do Matadouro até além da Fonte. A companheira ambientalista Margarete Sponchiado, hoje Engra, Agrônoma da Prefeitura da Porto Alegre, gostou da ideia e me convidou para irmos ver onde nascia a Fonte. Marcamos para o próximo domingo. Choveu muito no final de semana, percorremos o local sugerido pelo Eduardo e ela queria ir até a nascente da Fonte. Fui ver até onde poderíamos ir. Escorreguei tanto, me enlameei todo e não pude subir. Tinha um caminhão estacionado perto de onde estávamos ela pediu uma corda emprestada pra me resgatar. Pedi que ela amarrasse a corda no poste e subi com grande esforço. A Fonte do Doutor me fez Alpinista.

(FONTE: MENDES, Alyrio. EXCERTOS DA HISTORICA FONTE DO DOUTOR. in https://www.facebook.com/alyrio.mendes/posts/801882693192359?__tn__=K-R )

 

 

EMBIRA

embira
Você sabe o significado da palavra EMBIRA, que dá nome a uma das mais antigas localidades povoadas de Cruz das Almas? 
De origem Tupi guarani,  Embira significa nome genérico de todas as plantas de hastes finas e flexíveis que servem para atar; plantas trepadeiras que pendem das árvores; cipó.
(Fonte: Dicionário de Palavras Brasileiras de Origem Indígena – Clóvis Chiaradia ) 

O BAIRRO LAURO PASSOS

fazenda-bonsucesso

Sede original da Fazenda Bomsucesso (1911), onde localiza-se hoje a Praça Sumaúma na cidade. Foto: Lauro Passos

O bairro Lauro Passos é uma área plana situada no perímetro urbano da cidade e que, no passado, era a sede de uma fazenda de laranja de propriedade do ex-prefeito da cidade, Dr. Lauro de Almeida Passos, falecido em 1982. Com o desmembramento da área, que se transformou em loteamento, abriram-se ruas largas e uma grande praça.

Sumauma

Com o objetivo de preservar uma árvore de sumaúma (ceiba pentandra), transferiu-se a nova praça para as proximidades da sede da antiga fazenda, uma área ampla e mais arborizada. Essa área passou a se chamar Parque Sumaúma e a referida árvore secular que inspirou o topônimo foi preservada, sendo recentemente tombada como patrimônio ambiental do município.

A praça é arborizada, com muitas mangueiras, e no seu entorno pode-se observar tanto as unidades residenciais, como também edificações de serviços, como escolas de ensino fundamental e médio, que surgiram a partir dos anos 1980. Trata-se de uma área habitada predominantemente por pessoas das classes média e média alta.

Do ponto de vista da forma de apropriação, os usuários utilizam o referido logradouro público para práticas esportivas, caminhadas ou simples contemplação.

(FONTE: CASTRO, JRB. Da casa à praça pública: a espetacularização das festas juninas no espaço urbano. Salvador: EDUFBA, 2012, 342p.

MATA DE CAZUZINHA – O NOSSO PARQUE FLORESTAL.

Parque Florestal2

Esta área florestal pertencia a Fazenda Itapicuru, de propriedade do Coronel José Batista da Fonseca, cujo apelido era Cazuzinha. Pessoa de visão ambientalista, preservou uma área da sua Fazenda. Ao longo dos anos, a população chamava a área de Mata de Cazuzinha, e o nome foi oficializado.

“Quero justificar a desapropriação da Mata de Cazuzinha, última reserva florestal do Município, e que será no futuro o Parque da Cidade, sendo o que há de mais interessante nesta cidade e, que há mais de 40 anos luto pela sua preservação. Sinto não ter realizado o que pretendia no aproveitamento da mata em vista de ter que atender a certas outras obras indispensáveis, e não pude fazer o que desejava. São 110.990m² de área, fora o Instituto do Fumo. Paguei ao senhor Lauro Fonseca, em desapropriação amigável, o mesmo valor, aliás, menos que o terreno das casas populares. A mata, hoje, faz parte da área urbana, já com os meios fios”. – Trecho de documento manuscrito deixado por Dr.Lauro Passos, ex-prefeito de Cruz das Almas, 1963-1967.

Um sonho de meio século que se realizou em junho de 2012, pelo então prefeito Orlando Peixoto Pereira Filho, com a inauguração do Parque Florestal Mata de Cazuzinha, no Centro de Cruz das Almas. Idealizada ainda na gestão do prefeito Lauro Passos,  na década de 60, o Parque finalmente virou uma realidade. A proposta da implantação do Parque Florestal Mata de Cazuzinha, além de preservar a mais importante área urbana de Mata Atlântica do município, é servir como espaço de Educação Ambiental e local de lazer e esporte. Ele conta com a aprazível Praça Marinalva Carmo Figuerêdo Vilas Bôas, uma área bem cuidada para receber aqueles que ali visitam.

(FONTES: D. Ana Lucia Reis Fonseca e Revista Cruz das Almas “Uma cidade melhor para viver” – informativo daPrefeitura Municipal de Cruz das Almas, 2012)

VÍDEO INAUGURAÇÃO DO PARQUE FLORESTAL