Este é o ALMANAQUE CRUZALMENSE, uma publicação virtual que reúne dados históricos, curiosidades e informações variadas sobre o Município de Cruz das Almas, na Bahia. Este blog é idealizado, organizado e administrado por Edisandro Barbosa Bingre. Sejam todxs bem-vindxs!

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Os artigos são referenciados e, por isso,  procurou-se intervir o mínimo possível em sua redação e nos dados que os integram; levando-se em conta ainda que foram feitos por terceiros e que a assinatura destes implica em responsabilidade pela sua escrita. Entendemos, entretanto, que eventuais incorreções poderão acontecer, embora sendo raras, pois tivemos o cuidado de, em caso de dúvida, conferir o material com pesquisa adicional. Alguns textos preservaram a ortografia original, mesmo desatualizada, em casos de nomes próprios, associações ou empresas. As expressões em negrito, no corpo do texto, têm o simples objetivo de chamar a atenção do leitor. 

Aceitamos e agradecemos doações de fotos, jornais, livros, revistas, vídeos, áudios ou quaisquer outros materiais relacionados à História de Cruz das Almas.

 
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MAPA DESCRITIVO DE CRUZ DAS ALMAS

Mapa municipal de Cruz das Almas, na escala 1:100.000, ano de 2015, de autoria da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia – SEI, elaborado pela Diretoria de Informações Geoambientais, integrante da série limites administrativos. Os limites do referido município estão conforme a Lei n° 13.356, de 29 de junho de 2015, que atualiza os limites dos municípios do Território de Identidade Recôncavo, parte do processo de atualização dos limites intermunicipais do estado da Bahia, de acordo com a Lei n° 12.057, de 11 de janeiro de 2011. Conforme divisão político-administrativa do estado da Bahia vigente em 30 de junho de 2015.

CLIQUE AQUI:
http://www.sei.ba.gov.br/site/geoambientais/mapas/pdf/municipal/mapa_descritivo_2909802_1.pdf

BANDA GRIFF / ACARAJÉ COM CAMARÃO

Em 1990, os irmãos Betinho, Maurício, Murilo e Carol Sena Campos cursavam o científico em Cruz das Almas quando criaram um conjunto musical denominado BANDA GRIFF, com instrumentos emprestados e ensaios semanais no teatro da Faculdade de Agronomia da UFBA onde seu avô materno e pais foram professores. Herdaram o dom da música dos bisavós. Sua progenitora, musicista, ensinou-lhes violão e piano. O conjunto tocava em Mostras de Som, Casas de Cultura e Colégios. Formaturas, festas populares e Exposições Agro-Pecuárias vieram em seguida. Era uma Banda baile, e durante 8 anos dedilhou os mais variados ritmos, percorrendo mais de uma centena de municípios baianos e outros tantos fora do Estado. Mantinha diversos repertórios a fim de atender qualquer tipo de festa. Em 1994 e 1995 foi selecionada, através de Concurso Público promovido pela EMTURSA, para tocar no Carnaval de Salvador. Em Cruz das Almas participou de micaretas com o Bloco GRIFF e atuou nos festejos juninos. Até então vários CDs foram gravados. Dividiu o palco com artistas de renome como Elba Ramalho, Alceu Valença, Dominguinhos, Daniela Mercury, Leonardo, Daniel, Flávio José e tantos outros. Participou de muitos Ensaios promovidos por emissoras de Rádio e TV, na capital e interior.

Em 1999, a Produtora Musical Perto da Selva, que produzia Araketu, Eva e outras Bandas, assumiu o trabalho e mudou o nome GRIFF para “Acarajé com Camarão”. A partir daí a Banda adotou o ritmo do forró para compor o seu novo repertório. Mas, vez por outra tocava o axé em Micaretas. Assinou contrato com a Gravadora Sony Music que lançou o seu primeiro CD, a nível nacional, garantindo-lhe a venda do produto em lojas credenciadas, virtuais (Internet) e em revistas como a Hermes e Avon. O segundo CD foi lançado com 9 músicas inéditas de autoria dos irmãos gêmeos Maurício e Murilo Sena Campos, e o terceiro CD gravado, ao vivo, em Vitória da Conquista. Participou de Coletâneas do “Forró da Lua”, importante trabalho, na época, para o cenário musical baiano, e de outras lançadas pela Sony a nível nacional. Apresentou-se no Arraia da Capitá, em Salvador, e foi reconhecida pela imprensa soteropolitana como “Banda Revelação de Forró 99”. Em 2000 foi aos Estados Unidos fazendo shows em New Jersey, sendo reconhecida pelos jornais e TVs locais como “Furacão da Bahia” e “Super Banda Baiana de Forró”. Retornando ao Brasil participou de Programas nacionais como: Domingão do Faustão, Gilberto Barros (Leão), Raul Gil, Ratinho, Eliana, Vídeo Show, Olga Bongiovanni, TV Educadora, TV Gazeta e tantos outros. Representou a Bahia no Festival Gastronômico, durante 5 dias, realizado no Hotel Intercontinental, no Rio de Janeiro, cuja propaganda também foi feita através do Programa Sem Censura na TVE. Foi destaque em revistas como: Carnafolia, Exclusiva que apresentam momentos importantes da cultura musical da Bahia. Realizou Ensaios semanais em importantes Casas de Show em Salvador como: Rock in Rio, Satélite, Casquinha de Siri, Banana´s, Coliseu do Forró, OkaBier, dentre outras. Em 2008 a Banda gravou o seu primeiro DVD e o sexto CD, ao vivo, em Cruz das Almas, com as participações de convidados como Adelmário Coelho, Léo Macedo (Estakazero) e o grande guitarrista Robertinho Lago ( ex Tapajós). Em 2009 recebeu da Câmara de Vereadores de Cruz das Almas uma Moção de Aplausos, Congratulação e Reconhecimento pela dedicação à música e propaganda dessa cidade até o exterior. Recebeu homenagens, como destaque, da RBR (Rede Baiana de Rádio), da Prefeitura de Cruz das Almas e da Rádio Santa Cruz FM, e o apoio incondicional dos fãs espalhados por este Brasil a fora. Neste ano de 2010, a Banda lançou as músicas “To carente de Amor” e “Me manda um sinal”. Atualmente a Banda é composta por: Carol (vocal), Maurício (vocal), Murilo (teclado), Betinho (empresário, líder e zabumba), um sanfoneiro, um guitarrista, um contrabaixista, um baterista, um percussionista, duas backing-vocals e 4 dançarinos. Os proprietários, os irmãos Sena Campos além de trabalharem como músicos, têm formação Superior com Especialização, Mestrado e Pós-Graduação nas áreas de Agronomia, Musicoterapia e Psicologia Organizacional aonde desenvolvem trabalhos paralelos.

(FONTE:
http://forroparaomundo.blogspot.com/2010/05/ )

FORRÓ NA MORÁ

A partir de 1993, durante a gestão do prefeito Carmelito Barbosa Alves, o “Arraiá do Laranjá” realizado no Sumaúma passou a chamar-se “Forró Na Morá”, um trocadilho de namorar (ato de encontro amoroso) e na moral (comportamento ético). Eis, a seguir, uma retrospectiva da programação e atrações artísticas da festa nos anos de 1993 a 1996:

(FONTE: CARTILHA DO FORRÓ NA MORÁ – IV , uma colaboração de Rei Cônsul)

PERFIL SOCIOECONÔMICO DO MUNICÍPIO

Fotomontagem: Wikipédia

Localizado no Território de Identidade Recôncavo, o município de Cruz das Almas foi criado pela Lei Estadual nº 190 de 29/07/1897. Além de Cruz das Almas, Cabaceiras do Paraguaçu, Cachoeira, Castro Alves, Conceição do Almeida, Dom Macedo Costa, Governador Mangabeira, Maragogipe, Muniz Ferreira, Muritiba, Nazaré, Salinas da Margarida, Santo Amaro, Santo Antônio de Jesus, São Félix, São Felipe, Sapeaçu, Saubara e Varzedo, são os municípios que compõem o Território de Identidade Recôncavo. Cruz das Almas está localizado entre as coordenadas aproximadas de latitude -12º40´12´´ e longitude 39º06´07´´, a uma altitude média de 220 m acima do nível do mar e caracteriza-se pelo clima árido e semiárido. Faz divisa com os municípios de Cabaceiras do Paraguaçu, Muritiba, São Félix, São Felipe e Sapeaçu. Com uma área territorial de 139,117 km² (IBGE 2018), Cruz das Almas fica distante 138 Km de Salvador, capital do Estado da Bahia. A rodovia BR-101 é a principal via de acesso ao município, que não possui aeroporto. De acordo com Censo Demográfico 2010, Cruz das Almas possuía 58.606 habitantes. Sua densidade demográfica era de 402,11 hab/km2 . Em relação à situação do domicílio, 49.885 habitantes residiam em áreas urbanas e 8.721 habitantes residiam em domicílios rurais, perfazendo um grau de urbanização de 85,1%. Na decomposição por gênero, a população era majoritariamente do sexo feminino, ou seja, em números absolutos eram 30.924 habitantes do gênero feminino e 27.682 do sexo masculino. Para o ano de 2016, de acordo com estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o município de Cruz das Almas conta com uma população de 64.552 habitantes, apresentando um acréscimo de 10,1% em comparação ao ano de 2010.

De toda riqueza produzida no município, no ano de 2014, 79,7% era proveniente do setor de comércio e serviços. O setor industrial respondia por 14,6% do Valor Agregado Bruto (VAB), e o setor primário (agropecuária), foi responsável por 5,6% do VAB do município de Cruz das Almas. No mesmo ano, os maiores estoques de emprego formal pertenciam aos seguintes setores de atividade econômica: serviços (3.227), comércio (4.517), indústria de transformação (1.563) e administração pública (1.729).

Informações do Programa das Nações Unidas Para o Desenvolvimento (PNUD) indicam que o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) para o município de Cruz das Almas aumentou de 0,574 em 2000 para 0,699 em 2010. Vale ressaltar que o IDH é sintetizado por três dimensões do desenvolvimento humano: longevidade, educação e renda, sendo que quanto mais próximo de 1 (um) for o valor do IDH, maior será o nível de desenvolvimento da cidade.

(FONTES:
 Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia e IBGE / 2016 e 2018)

O CAMINHO DOS TROPEIROS: PICADA DA BAHIA

Até a terceira década do século XVIII, já haviam três importantes picadas de tropeiros que saíam dos centros desenvolvidos do litoral – Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo – adentravam o ermo sertão brasileiro para alcançar as longínquas regiões auríferas do Brasil Central: o Caminho dos Paulista, a Picada de Goiás e a Picada da Bahia.

A Picada da Bahia ligava o sertão do Planalto Central com a região Nordeste. Começava na Vila de Cachoeira, no Recôncavo Baiano, passava por Cruz das Almas, Castro Alves, e Iramaia até chegar as Minas do Rio de Contas, o mais importante Arraial do interior baiano, naquela época. Dali, a estrada seguia até as margens do Rio São Francisco, chegando a Carinhanha e ao Registro de Malhada, onde cobrava-se o imposto Direitos de Entradas, sobre o gado e escravo que eram levados para trabalhar na mineração em Goiás e Mato Grosso.

(FONTE:
http://cerratense.com.br/roteiroestradageralapresenta%C3%A7%C3%A3o.html )

A MATA DE CAZUZINHA

A Mata da Cazuzinha representa um importante fragmento de Mata Atlântica do Recôncavo da Bahia, em meio à área urbana do município de Cruz das Almas. 

Apesar do crescimento urbano e do desmatamento causado pelo avanço habitacional às margens da mata, ela ainda apresenta uma vegetação razoavelmente preservada e que pode gerar dados que contribuam para a adoção de estratégias de conservação e preservação de suas espécies e consequentemente do bioma Mata Atlântica. 

(FONTE: https://www.botanica.org.br/trabalhos-cientificos/64CNBot/resumo-ins19772-id5521.pdf)

CRUZALMENSE OU CRUZ-ALMENSE?

Recentemente, num grupo de amigos, levantamos a questão sobre a forma correta a ser utilizada do adjetivo gentílico dado a quem nasce ou reside em Cruz das Almas: seria CRUZALMENSE ou CRUZ-ALMENSE?

Alguns dicionários registram e, até mesmo o IBGE, que é uma referência oficial, utiliza a forma CRUZ-ALMENSE como grafia, embora seja pouco usual dos… cruzalmenses!

De maneira tradicional, CRUZALMENSE é a forma preferida das pessoas que nascem e vivem em Cruz das Almas. Este blog, inclusive utiliza Almanaque Cruzalmense.

Resumo da ópera: ambas as formas estão corretas e podem ser utilizadas!

O COLÉGIO ALBERTO TÔRRES – UMA ESCOLA DE EXCELÊNCIA

Na aula inaugural da Escola de Agronomia da UFBA, na cidade de Cruz da Almas, foi solicitado pelos professores da mesma que se construísse uma escola para que seus filhos pudessem estudar. O CAT (Colégio Alberto Torres) foi inaugurado em [14 de março de] 1948 com este objetivo. Além disso, tendo como referencia e patronato Alberto Torres, político brasileiro e ruralista, a escola pretendia formar uma juventude com ímpeto ruralista capaz de contribuir com a nação. Clodoaldo Gomes da Costa, fundador e diretor da escola por muitos anos foi um dos responsáveis pela estima atribuída ao colégio. Homem das letras, escritor, colunista do semanário municipal “Nossa Terra” e idealista da educação, era um dos homens mais respeitados da cidade segundo os escritos corográficos e depoimentos. “Daí o seu grande e esplendente mérito entre nós e o alto e merecido conceito que desfruta em Cruz das Almas esse destacado apóstolo da elevação cultural de nossa gente, que é o Dr. Clodoaldo Gomes da Costa, seu ilustrado e dinâmico diretor. Espírito irrequieto nas lides educacionais. Como todo maragogipano, bem entrado nas letras […]” Assim se referia ao diretor o Jornal Nossa Terra de 12 de dezembro de 1954 que noticiava a formatura da primeira turma de professoras no “Instituto Educacional Alberto Torres”. Ainda num tempo de uma educação de acesso não democratizado o CAT era a única escola da cidade a oferecer o ginásio, ainda não era pública, impossibilitando a entrada de muitos, estudar no CAT aos poucos tornou-se sonho dos jovens cruzalmenses. A CAT foi concebido pra ser uma escola de excelência que formaria os futuros ingressantes da Escola de Agronomia da UFBA, pensando de forma inicial para formar os filhos dos professores da EAB Posteriormente foi expandido para a comunidade cruzalmense até se tornar o maior colégio da região. Aos poucos outras profissões entraram na oferta da escola como: Contabilidade, Administração, Agropecuária, Magistério, além do segundo grau cientifico. Em 1954 foi noticiado com entusiasmo pelo semanário “Nossa Terra” a formatura da turma de Professoras. A vida do colégio, suas festas, bailes, homenagens, feira, mobilizavam a pacata cidade de Cruz das Almas o que fazia com que estampasse as páginas do semanário com certa frequência, de 1954 a 1957 é possível ver a ativa vida da escola, de seus professores e alunos. A formação de professores começou a se destacar na escola. A procura pelas vagas era em grande público feminino. A tendência é criticada pelo Jornalista Verdival Pitanga, diretor do “Nossa Terra” pois os homens não se interessavam mais pelo magistério na medida que se mostra como uma profissão sem retorno financeiro. Escreve Verdival: “26 professoras e apenas 1 professor, particularidade esta que põe em chocante relevo o desencanto do sexo masculino, em nossos dias, pelo sublime e edificante sacerdócio que é o Magistério Público”. (“Nossa Terra” 13 de Novembro de 1955, p 1) Verdival em outros textos refere-se ao magistério como sacerdócio, num sentido da doação e de não esperar muito em troca. No entanto, para muitas moças o magistério abria possibilidade de relativa estabilidade financeira e social. Na medida em que projetavam ganhar seu dinheiro próprio e a própria profissionalização conferia uma respeitabilidade social a estas meninas.

(FONTE: CIVISMO, OTIMISMO E ZELO A PÁTRIA: O COTIDIANO ESCOLAR NOS ANOS DE CHUMBO. Rafael de Jesus Souza (Graduando em História; Bolsista do Programa Institucional de Bolsa Iniciação a Docência) in http://www.historiaoral.org.br/resources/anais/11/1439346891_ARQUIVO_Resumo-HOCivismo,Otimismoezeloapatria.pdf

AS DUAS ESTAÇÕES DE CRUZ

Você sabia que Cruz das Almas tem duas antigas estações ferroviárias?

A Estação de Pombal, que ficava a 6 km do centro do município, foi aberta pela E. F. Central da Bahia na sua linha principal, em 1881. Mais tarde o nome da estação foi alterado para Cruz das Almas e, posteriormente, novamente alterado para Eng. Eurico Macedo.

A outra estação, que também tem o nome de Cruz das Almas, a do ramal de Conceição do Almeida, foi aberta pela VFFLB em dezembro de 1958; é a que fica ali na entrada da cidade, perto da Coplan.