GINÁSIO ALBERTO TÔRRES

Eis aqui, alguns dos professores e professoras do Ginásio Alberto Tôrres, nos anos 50. Em pé da esquerda para direita: Prof. Floriano Mendonça (latim e Português), Prof. Gilberto da Mata (geografia), Prof. Clodoaldo Costa (diretor e prof de Boas .Maneiras) e Prof. Anibal Ramos (matematica e desenho), o ultimo da fileira.
Sentadas : Profa. Gilda Paternostro (canto orfeonico), Profa. Ivone Passos (portugues) e Profa. Faustelina Eloi (trabalhos manuais).

(FONTE: Informações de Hermes Peixoto. FOTO: acervo de Helenilda Meireles)

DR. ORLANDO, O MÉDICO DE CRUZ DAS ALMAS

Dr. Orlando Peixoto Pereira nascido em 19 de dezembro de 1929, completa portanto 90 anos de vida… e muito bem vividos! Além das vidas que ele ajudou a vir ao mundo, vidas que ajudou a salvar, vidas que ele cuidou, vidas que ele construiu, vidas que ele inspirou e ainda inspira.

Nascido em Cachoeira, Dr. Orlando veio para Cruz das Almas em 1955 (quando a cidade tinha apenas 9 mil habitantes e 13 automóveis), aqui estabeleceu-se como médico e tornou-se um ilustre cidadão cruzalmense. Casado com Dona Alcina Antar, é pai de 04 filhos, avô de quatro netas e bisavô de Nina.

Dr. Orlando exerce a sua profissão há 64 anos, o mais antigo médico em atividade na região e um dos mais antigos na Bahia.

Seu nome é uma referência, escola para os muitos residentes, estagiários e profissionais da Saúde que tiveram e tem a honra de com ele trabalhar. Tem uma folha extensa de relevantes serviços prestados à população do Município e região.

Dr. Orlando é querido e conhecido por atender a todos, sem distinção, desde a gestante, a parturiente, a criança, ao jovem, ao idoso, seja homem ou mulher… dá-lhe prazer poder atender a quem a ele procura. Temente a Deus, está sempre presente nas missas a cumprir os seus compromissos de fé para com a Igreja Católica. Na vida secular, é torcedor do Bahia, um apreciador da boa música e das artes em geral.

Como cidadão, Dr. Orlando é para todos nós um exemplo de homem, de ética, de bondade, de cuidado com o próximo. Dr. Orlando é um exemplo e um orgulho para os cruzalmenses!

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Jornal da época noticia a chegada do médico Dr. Orlando na cidade.

VOCÊ SABIA?

Segundo anotações de inventários post-mortem encontrados no Arquivo Regional de Cachoeira e no Arquivo Público do Estado da Bahia, imóveis e escravos destacavam-se como os bens (parte das fortunas) dos inventariados nas freguesias de Cruz das Almas, Muritiba e Outeiro Redondo no período de 1834-1850. A saber:

Escravos 42,5%

Imóveis 24,5%

Dívidas ativas 15%

Animais 5%

Dote 1%

Financeiros 1%

Mercadorias 2,5%

Benfeitorias 4%

Objetos 2,5%

Lavouras 4%

A LENDA (?) DA COVA DO NÊGO

Dizem que a Cova do Nêgo era uma localidade aqui em Cruz das Almas que passou assim a chamar-se pois, em tempos idos, uma mãe, negra, provavelmente escravizada ou descendente de escravos, que não teve, por parte de seu senhor, permissão para enterrar o seu filho morto no único cemitério da cidade, acabou por enterrá-lo por ali mesmo, numa cova próxima da sua casa.

Importante lembrar uma questão histórico-cultural: naquela época, não existiam cemitérios públicos e, por isso, nem todos tinham “direito” a um funeral cristão ou dispunham de condições financeiras para fazê-lo.

E, embora negra e escrava, é mãe e sente

as mesmas dores da mãe branca-dona

que quer para o filho um enterro descente.

Separa-os a morte, mas a mãe nunca o abandona!

PERÍODO DA INTENDÊNCIA MUNICIPAL

O PAÇO MUNICIPAL

Sabia que Cruz das Almas teve 7 intendentes municipais, que era o cargo equivalente ao do prefeito como hoje conhecemos? O período da Intendência em Cruz das Almas teve 8 mandatos, a saber:

·Cônego Antonio da Silveira Franca (eleito em 1897);

·Cônego Antonio da Silveira Franca (reeleito em 1899);

·Comendador Themístocles da Rocha Passos (eleito em 1901);

·Major Alberto Veloso da Rocha Passos (eleito em 1903);

·Coronel José Lino de Queiroz (eleito em 1907);

·Coronel Januário Rodrigues Velame (eleito em 1909);

·Coronel Trajano Andrade (eleito em 1912); e,

·Dr. Luiz Eloy Passos (eleito em 1929), que foi o último intendente da República Velha, visto que, no Brasil, a figura do intendente municipal existiu até 1930.

A HISTÓRIA DAS PREFEITURAS: A instituição da prefeitura e de seu encarregado maior, o “prefeito”, é algo relativamente novo na história do Brasil. O poder hoje exercido pela prefeitura foi anteriormente exercido pela câmara municipal, pelo conselho de intendência e pela intendência municipal. O Brasil conta, hoje, com 5.570 prefeituras espalhadas por municípios dos 26 Estados do país, além do Distrito Federal. Os municípios são uma circunscrição territorial dotada de personalidade jurídica e com certa autonomia administrativa, sendo as menores unidades autônomas da Federação. Uma prefeitura é a sede do poder executivo do município. Esta é comandada por um prefeito e dividida em secretarias municipais, como educação, saúde ou meio ambiente, por exemplo. O termo prefeitura também pode designar o prédio onde está instalada a sede do governo municipal, também chamado de paço municipal, onde geralmente se localiza o gabinete do prefeito.

A “NEVE” DA SUMAÚMA

Nesta época do ano, quem passa pelo Parque Sumaúma vê que o chão naquela área está coberto por uma penugem branca, uns chumaços que lembram algodão. É que a grande árvore Sumaúma (aquela que Dr. Lauro Passos ganhou de presente de aniversário) está dispersando suas sementes envoltas em paina, uma fibra fina e sedosa que, levada pelo vento, espalha-se mundo afora.

Contam os mais velhos que esta paina, antigamente, era aproveitada para preenchimento de travesseiros, de almofadas e de pequenas bonecas de pano.

NOSSA MEMÓRIA AFETIVA CONTA A HISTÓRIA DA CIDADE.

A narrativa (…) ativa o imaginário, mantém viva a memória, salva as ações humanas do esquecimento e da morte. (André Bueno)

Ainda que aparentemente mergulhado em devaneio nostálgico, justifico esse meu passeio afetivo por uma cidade que mistura o vivido ao imaginado e, ainda que estejamos em outra época, acredito ser possível compartilhar mesmo com aqueles de memória mais recente. Não é preciso ter vivido aquele momento para encantar-se com seus elementos. 

O que me interessa nesse momento, é discutir que elementos despertam o interesse e encantam a imaginação, mantendo em nós a história uma coisa viva. Certamente não são as repetições de datas e nomes dos pontos decorados no grupo escolar. Penso que deve existir um momento ou um ato capaz de atiçar a fantasia e a memória, algo presente no ato de contar a história. Seria a narrativa em si, “o como”, apenas uma questão de talento que pode ser aperfeiçoado, ou algo natural e especial na postura, no timbre da voz, na sensualidade ou afeto contido gesto, não importando “o que” se conte – mentira ou verdade soam com a mesma intensidade. O certo é que há qualquer coisa que vibra e contagia, reverberando e gravado em nossa película interna. Por outro lado, penso que a imaginação é algo em nós guardado, como asas que ao receber um sopro qualquer ganham impulso e podem fazer voar.

Penso que a lembrança desse fato pode remeter diretamente ao papel assumido pelas narrativas na construção e permanência de mitos e heróis. Ciclicamente eles necessitam ser rememorados, remontados, ganham corpo e vontade, dando sentido à existência, sustentando e fortalecendo a cultura que os gerou. Caso contrário serão apagados e esquecidos.

(Baseado no texto do jornalista Otoni Moreira Mesquita)

ESTAÇÕES GÊMEAS?

Vejam a incrível semelhança entre estas antigas estações ferroviárias: a primeira é a daqui de Cruz das Almas, e a segunda, já demolida, é de Feira de Santana.

Há quem diga, talvez baseando-se simplesmente na semelhança do desenho arquitetônico, que ambas as estações foram projetadas por Oscar Niemeyer; este blog, porém, em suas pesquisas ainda não encontrou registro documental algum que possibilite afirmar essa versão. 

A JORNALISTA JACINTA PASSOS

Jacinta Passos, jornalista e poeta, Salvador (1943)

Você sabia que a escritora cruzalmense Jacinta Passos tornou-se uma das mais ativas jornalistas da Bahia na década de 40? Escrevendo sobre os assuntos que mais a interessavam, pelos quais lutava: política, transformações sociais e posição da mulher na sociedade, colaborou também com jornais e revistas do Rio de Janeiro e de São Paulo. Militante do Partido Comunista Brasileiro de 1945 até a morte, em 1973, dedicou grande parte da vida ao trabalho penoso, clandestino e cotidiano de luta por um Brasil menos injusto.

(FONTE: http://www.elfikurten.com.br/2015/07/jacinta-passos.html )