ROTARY CLUB

O Rotary Club de Cruz das Almas faz parte do Distrito 4391 do Rotary International, na região do Estado da Bahia. Fundado em 5 de julho de 1953, tem sua sede localizada na Rua Prof. Mata Pereira, n°66, Centro. Seu primeiro presidente foi o engenheiro agrônomo Dr. José Pereira de Miranda Júnior, ex-chefe do Instituto Agronômico do Leste – IAL

O Rotary Internacional não tem fins lucrativos e é uma organização de vários clubes de serviços que formam uma rede global de líderes comunitários, amigos e vizinhos que se unem para causar mudanças positivas e duradouras em si mesmos, nas suas comunidades e no mundo todo. O Rotary reúne mais de um milhão de associados.

CURIOSIDADE: Sabia que no dia 19 de agosto de 1937, Gerhard Meyer Suerdieck foi admitido como 71º sócio no Rotary Clube da Bahia? O ingresso do industrial numa organização de origem americana (Chicago, 23.02.1905) mostrou o rumo das suas convicções. Ele deu um discreto recado à ala da colônia alemã que já atuava em favor do nazismo. Em 6 de julho de 1944, Gerhard tomou posse no Conselho Diretor do Rotary, para um mandato de um ano como tesoureiro da entidade. No dia 24 do mês seguinte, na reunião mensal dos rotarianos, o empresário proferiu uma palestra intitulada “Fabricação de Charutos na Bahia”.

PAUL PERCY HARRIS, O FUNDADOR DO ROTARY INTERNATIONAL

Paul Percy Harris nasceu em 19 de abril de 1868 em Racine, Wisconsin, nos Estados Unidos, ao norte de Chicago. Foi o segundo dos 6 filhos de George N. Harris e Cornelia Bryan Harris. Por problemas financeiros, aos dois anos foi morar, juntamente com seu irmão Cecil, então com 5 anos, com seus avós paternos Howard e Pamela Harris, na cidade de Wallingford, no Estado de Vermont, nos Estados Unidos. 

Foi aí que praticamente começou o direcionamento da vida de Paul Harris, como ele mesmo recorda em suas memórias “Meu Caminho para Rotary”: “ Eu tive o privilégio de viver em um lar estável, onde não faltava nada e nada era excessivo; onde os ideais eram os mais elevados e a educação era o objetivo supremo.” Esta visão em direção à educação o levou às Universidades de Iowa, onde se formou advogado e obteve o título de doutor honorário na Universidade de Vermont. 

Ao receber o seu diploma, Paul decidiu que passaria cinco anos conhecendo o mundo antes de se dedicar à sua nova profissão de advogado. Foi neste tempo que trabalhou como repórter de jornal, professor de economia, ator de teatro e cowboy. Fez também inúmeras viagens pelos Estados Unidos e Europa como representante de uma companhia de mármores e granitos.

Finalmente, em 1896 decidiu advogar em Chicago. O ambiente da cidade era difícil, com muita imoralidade, Incêndios fraudulentos, e falências, melhorando em 1900 com o fechamento das casas de jogos e tavernas, com a Promulgação da Lei Federal de Falências e a segregação da prostituição. Foi advogado durante 32 anos, membro do Colégio de Advogados do Estado de Illinois, do Colégio Americano de Advogados e Presidente da Comissão de Ética Profissional do Colégio de Advogados de Chicago. Em um dia no outono de 1900, Paul P. Harris se encontrou com o advogado Bob Frank para jantar em um luxuoso bairro no norte de Chicago. Eles saíram para uma caminhada parando em algumas lojas no caminho. Harris ficou impressionado com a maneira como Frank tinha feito amizades com muitos dos vendedores.

Desde que se mudara para Chicago para abrir seu escritório de advocacia, Harris não havia encontrado a mesma Camaradagem que Frank tinha com seus colegas empresários, e naquele momento começou a pensar em como encontrar esse tipo de companheirismo que o lembrava da cidade em que ele havia crescido na Nova Inglaterra. Em 23 de fevereiro de 1905 Paul Harris, juntamente com outros três homens de negócios: Silvester Schiele, comerciante de carvão, Gustavus Loehr, engenheiro de minas e Hiram Shorey, alfaiate, reuniram-se no Edifício Unity, na N orth Deaborn Street, 127, 7º andar formando o primeiro clube. O primeiro Presidente foi Silvester Schiele. O clube recebeu o nome de “Rotary” devido ao fato de que seus sócios se reuniam em rodízio nos respectivos locais de trabalho, em um sistema de rodízio. Seu quadro associativo cresceu rapidamente. Em 1907 surgiu o primeiro projeto comunitário: a instalação do primeiro sanitário público da cidade de Chicago, localizado perto da Prefeitura.

Em 1910 foi realizada a primeira Convenção, congregando se os clubes na Associação Nacional de Rotary Clubs. Paul Harris foi eleito Presidente da Associação. Nessa Convenção, por proposição de Arthur Frederik Scheldon, professor de marketing, foi adotado o lema: “mais se beneficia quem melhor serve seus companheiros”. Paul conheceu a sua futura esposa Jean Thompson em 1910 durante um passeio organizado pelo Prairie Club of Chicago, um grupo de amadores de atividades ao ar livre que ele ajudou a formar. Paul e Jean casaram-se em julho Daquele mesmo ano e dois anos mais tarde Paul construiu uma casa com vista para o campo onde eles se encontraram pela primeira vez. A casa recebeu o nome de Comely Bank, o mesmo nome da rua onde Jean morou em sua infância, em Edimburgo, na Escócia. Paul e Jean não tiveram filhos.

Na 2ª Convenção, em Portland, Oregon, no ano de 1911, Paulo foi reeleito, dedicando-se ao desenvolvimento e expansão. Aprovou-se a proposta de Benjamin Franklin Collins, adotando-se o lema: “Servir, porém não a si próprio. Somente 40 anos depois, na Convenção de 1950, em Detroit, Michigan, EUA, foram oficialmente designados os lemas: “Mais se beneficia quem melhor serve” e “Dar de si antes de pensar em si”. O primeiro Rotary Club fora dos Estados Unidos foi fundado em 1911 em Winnipeg, Manitoba, Canadá. Nesse ano Nasceu a “The National Rotarian” publicação precursora da revista “The Rotarian”.

Na Convenção de Duluth, Minnesota, em 1912, o nome foi mudado para Associação Internacional de Rotary Clubes, e encurtado em1922 para Rotary International.

Os Harris viajaram pelo mundo promovendo Rotary, sempre reconhecido como personalidade mundial, destacada, tendo recebido inúmeras condecorações. No Brasil, em 1942, recebeu do Presidente Getúlio Vargas, a Ordem do Cruzeiro do Sul.

Paul faleceu em Comely Bank em 27 de janeiro de 1947 com 79 anos e foi enterrado no cemitério Mount Hope, nos arredores de Blue Island, perto da sepultura de seu velho amigo Silvester Schiele. Após a morte de Paul, Jean retornou à Escócia, sua terra natal, onde faleceu em 1963, com 82 anos. Em “Meu Caminho para Rotary”, Paul atribui os valores nele incutidos por seus avós e vizinhos, a base que o levou à concepção de Rotary:

“O Rotary nasceu do espírito de tolerância, boa fé e serviço, qualidades Características de meus familiares e companheiros de infância na Nova Inglaterra. Tenho tentado transmitir minha fé nesses valores a outros Seres humanos, com a mesma intensidade com que ela brilha dentro de mim”.

SELEÃO

Sobre a origem do nome Seleão que é dado à Praça existente entre a Coplan e o Itapicuru, e ao já tradicional evento junino Casamento do Seleão, são sabidas duas versões:

Uma, contaram-me é de que a pracinha era o ponto onde os homens aposentados e/ou trabalhadores autônomos da área se reuniam para passar o dia jogando e resenhando na sombra das frondosas árvores. Alguém disse que pareciam um bando de leões: o leão só come, dorme e ainda é o rei do pedaço. Então, quando o marido saía de casa cedo, a mulher reclamava: Ah lá, já vai pra praça sê leão, né?. Daí a ‘praça de ser leão’ ou ‘sê leão’ passou a chamar-se Praça do Seleão.

A outra versão é a de que seria devido a um time de futebol chamado Seleção de Leão, o Seleão.

De certo mesmo, é que quem é Coplan raiz, das antigas mesmo, sabe que originalmente o local chamava-se Praça dos Leões.

PRAÇA SENADOR TEMÍSTOCLES

Sabia que conforme Projeto de Lei nº 72, de 10 de maio de 1955, que foi sancionada pelo prefeito Ramiro Eloy Passos, a praça principal da cidade passa a ter uma só denominação de “Praça Senador Temístocles”, suprimindo-lhe os nomes de: Landulfo Medrado, 1º de Dezembro, Frederico Costa, Quintino Ferreira e Cônego Franca, que eram trechos/ruas da mesma praça?

CENSO DE 1872

Para quem gosta de pesquisa histórica, segue abaixo um link para acesso aos dados do Censo de 1872, o primeiro oficialmente empreendido pelo Estado imperial brasileiro. Nele podemos encontrar alguns dados acerca da população da então Freguesia de Nossa Senhora do Bonsucesso de Cruz das Almas.

Algumas coisas chamam atenção como o reconhecimento jurídico dos indivíduos (livres ou escravos), números sobre os estrangeiros e migrantes (gente proveniente de outras províncias) e também uma divisão da população por profissões.

Apesar de tal censo, segundo me recordo, já ter sido questionado quanto ao seu grau de fidelidade, creio que vale a pena dar uma olhada: http://www.nphed.cedeplar.ufmg.br/pop-72-brasil/?fbclid=IwAR2Nnl6j4k-ZGaI_mE9eng4Is-e1bfHxKvx55p-Dj4Jk3j4FwToe1qSRrcE

Alguns números interessantes:
População total: 15.604 pessoas
Escravos: 1.946 (entre pretos e pardos)
Número de homens e mulheres alfabetizados: 2.830
Africanos livres: 48

(FONTE: Mateus Santos in https://www.facebook.com/groups/1792945904308483/ )

PANORAMA MUNICIPAL

Conheça a história da sua cidade e veja fotos do local. Há desde fotos históricas, de pontos turísticos e até mesmo de locais menos conhecidos dos municípios. As fotos disponíveis pertencem ao Acervo Fotográfico da biblioteca do IBGE:

https://cidades.ibge.gov.br/brasil/ba/cruz-das-almas/panorama

Veja também o mapa descritivo do município de Cruz das Almas: http://www.sei.ba.gov.br/site/geoambientais/mapas/pdf/municipal/mapa_descritivo_2909802_1.pdf

Confira aqui as leis municipais sancionadas em 2017 e 2018:

http://www.cruzdasalmas.ba.leg.br/leis

SOBRE A ESTRADA REAL

Sobre a discussão da Estrada Real ter sido ou não caminho para os tropeiros que passavam por Cruz das Almas nos seus primórdios, eis o que nos trazem os pesquisadores Ubaldo Marques Porto Filho e Mateus José da Silva Santos, em interessantíssimos trabalhos a respeito.

Membro do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia e do Instituto Genealógico da Bahia, a partir de 2012,  Ubaldo Marques Porto Filho passou a se dedicar intensamente às pesquisas sobre os Caminhos do Ouro na Bahia, durante o século XVIII, resultando na elaboração do seu livro ‘Estrada Real da Bahia’:

De 1731 a 1734, o sertanista Joaquim Quaresma Delgado, contratado pelo Governo da Colônia, percorreu os sertões da Bahia para mapear os caminhos por onde penetravam os povoadores e por onde circulavam os tropeiros, as mercadorias e as riquezas minerais. Naquela época, a Bahia era uma grande produtora de ouro, extraído das minas de aluvião, localizadas em três núcleos: Jacobina, Rio de Contas e Minas Novas.

Joaquim Quaresma catalogou quatro caminhos que seriam parte das antigas rotas da Estrada Real na Bahia, assim identificados:

  • Caminho do Ouro Fino (de Jacobina a Salvador);
  • Estrada Real (de Jacobina a Rio de Contas);
  • Caminho de Itacambira (de Minas Novas do Araçuaí a Rio de Contas); e,
  • Caminho do Ouro da Boa Pinta (de Rio de Contas a Cachoeira/Porto de São Félix).

Dos quatro caminhos coloniais, o mais movimentado foi o do Ouro da Boa Pinta, que terminava ou começava na margem direita do Rio Paraguaçu, no povoado de São Félix. Esta localidade se constituía na principal via de acesso aos sertões da Bahia, de Minas Gerais, de Goiás e do Mato Grosso. Portanto, pelo Caminho do Ouro da Boa Pinta, subiam as famílias e os escravos dos povoadores, além das mercadorias e tudo de necessário às fazendas e povoados que foram surgindo no sertão. E do sertão desciam as riquezas minerais até São Félix, o ponto terminal do longo percurso terrestre, onde eram embarcadas, pela via fluvial-marítima, para Salvador, a capital da colônia portuguesa.

Já o Graduando em História pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), Mateus José da Silva Santos, em seu trabalho intitulado “No planalto há um cruzeiro? Reflexões sobre uma história cruzalmense” apresentado no IX Encontro Estadual de História, traz à luz o seguinte:

(…) algumas das codificações dos locais de parada nos roteiros de viagem, elaborada por Erivaldo Fagundes Neves e Antonieta Miguel (2007) acerca da mesma estrada em 1721, baseada na expedição de Pereira da Costa, observe que o traçado é praticamente o mesmo, modificando apenas alguns dos pontos citados:

De Cachoeira (Freguesia de São Pedro) a Rio de Contas:

01. Freguesia de São Pedro (Cachoeira)

02. Aporá Pequeno

03. Fazenda Genipapo (Município de Castro Alves)

04. Fazenda Curralinho (Origem da Vila de Castro Alves)

Tanto o mapa como a descrição citada anteriormente não indicam nenhum pouso chamado Cruz das Almas e nem mesmo cita alguma localidade que faziam referência ao núcleo original da cidade. Apesar de, se considerarmos o período histórico em estudo, o chamado Caminho do Ouro da Boa Pinta abranger também partes da Freguesia do Outeiro Redondo, o fato é que o mesmo não engloba nem a sua sede e nem tampouco as áreas mais próximas da mesma. A dita estrada para o sertão citada pela narrativa tradicional, portanto, não foi aquela que se tornou uma das rotas mais realizadas no interior da Capitania da Bahia.(…)

(FONTES: SOUZA, Oséas Fernando Oliveira de. HISTÓRIA E MEMÓRIA DE SÃO FÉLIX – CIDADE PRESÉPIO. Cachoeira: Portuário Atelier Editorial, 2018. SANTOS, Mateus José da Silva. NO PLANALTO HÁ UM CRUZEIRO? REFLEXÕES SOBRE UMA HISTÓRIA CRUZALMENSE. http://www.encontro2018.bahia.anpuh.org/resources/anais/8/1534697387_ARQUIVO_Noplanaltohaumcruzeiro.pdf )

A FAZENDA CAMPO LIMPO

Fazenda Campo Limpo

Em 1865 , os Passos de origem portuguesa, vindos das terras de Loulé e Querença, chegaram ao Brasil, em terras do Recôncavo da Bahia, e se instalaram no município de Cruz das Almas. E, exatamente a 156 km da Capital Salvador-Ba, e 6 km do centro de Cruz das Almas, cidade fundada por esta família de poetas e políticos, construíram seu santuário – a Sede da Fazenda Campo Limpo -, lugar onde nasceram e cantaram os poetas Jacinta Passos, Manoel Caetano Filho, Renato Passos e Luciano Passos.

Fazenda Campo Limpo2

Viveram na Fazenda Campo Limpo:

  • Senador Temístocles da Rocha Passos e família
  • Manoel Caetano Oliveira Passos e família
  • Manoel Caetano Passos Filho e irmãos
  • Jacinta Passos e família
  • Alberto Passos e família
  • Ramiro Eloy Passos e família
  • Luciano Passos e família.

Quem administra a Fazenda Campo Limpo atualmente é a poetisa Lita Passos, mulher de Luciano Passos, e seus filhos Lucas e Bárbara Passos.

(FONTE: http://institutocampolimpo.blogspot.com/2012/01/historico-da-fazenda-campo-limpo.html em 25/01/2012)

A CONCEPÇÃO DA CASA DA CULTURA GALENO D’AVELÍRIO

casa da cutura

O ex-presidente da Fundação Galeno D’avelírio e, agora editor da Revista Reflexos, Hermes Peixoto, conta como surgiu a Casa da Cultura:

A criação da Casa se deveu à revista literária Reflexos do Universo. Era um grupo de escritores, a maioria de ex-alunos do Colégio Cruz das Almas e eu era diretor do colégio. Nelson Magalhães Filho, Luiz Carlos Mendes, Wellington Sá eram alguns dos alunos do colégio que resolveram criar uma revista em plena ditadura militar, na época os jornais eram fechados e aquela coisa toda, e o Reflexos do Universo era uma revista nanica, era considerada ‘’Os Nanicos’’ e Os Nanicos faziam uma verdadeira revolução nesse país inteiro. A Reflexos do Universo era uma revista mimeografada e distribuíamos pelo Brasil inteiro…eram jornais insignificantes, mas com muita significatividade e que hoje se você pesquisar sobre ‘’Os Nanicos’’ na internet, você vai ver a importância deles naquela época.10 anos depois, a cadeia pública foi transferida para a saída da cidade onde é hoje, na praça da Liberdade, e o prédio ficou vazio, o grupo então reivindicou do prefeito, senhor Carmelito Alves, e nós conseguimos que aquele prédio que foi fundado em 1922 -é um dos prédios mais antigos da cidade- fosse cedido para um espaço cultural. Sobre o nome da Casa da Cultura, pensamos em uma pessoa que fosse ligada à arte e que fosse apolítica, porque uma coisa que a gente não cultua dentro da casa da cultura Galeno D’Avelírio é a política partidária. É claro que todos nós somos seres políticos, mas a política partidária na casa da cultura inexiste e o Galeno é considerado o maior poeta da cidade, nunca publicou nenhum livro mas temos 8 livros manuscritos dele prontos para impressão.

(FONTELeonardo Gonçalves in http://pensarcruzdasalmas.com.br/falo-com-orgulho-porque-sou-um-apaixonado-pela-casa/ )

EMBIRA

embira
Você sabe o significado da palavra EMBIRA, que dá nome a uma das mais antigas localidades povoadas de Cruz das Almas? 
De origem Tupi guarani,  Embira significa nome genérico de todas as plantas de hastes finas e flexíveis que servem para atar; plantas trepadeiras que pendem das árvores; cipó.
(Fonte: Dicionário de Palavras Brasileiras de Origem Indígena – Clóvis Chiaradia ) 

CRUZ DAS ALMAS E SUAS FRONTEIRAS

Correio Mercantil1840Esta imagem é um trecho de um texto presente na edição do Correio Mercantil em 29 de maio de 1840. De modo geral, o autor destaca a separação entre as freguesias de Nossa Senhora do Bom Sucesso da Cruz das Almas e Nossa Senhora do Desterro do Outeiro Redondo.

A história político-eclesiástica cruzalmense no século XIX me parece ser algo extremamente interessante e, ao mesmo tempo, desafiador para se entender. Pesquisadores como Bert Barickman apontam que nossa região no recôncavo, mesmo num fim de século XVIII já muito dinâmico, não era tão povoada (O que não significa dizer que não existia ou que não estava interligada com as demais regiões) quanto a parte que se encontra ao norte do Paraguaçu. Apesar de ser extremamente extensa, a freguesia do Outeiro Redondo, especialmente sua sede, era pouco populosa. Cruz das Almas tornou-se freguesia em 1815, mas anos depois (não consigo precisar a data ainda) acabou englobando sua antiga paróquia sede, tendo seus limites eclesiásticos aumentados numa proporção que alcançava até regiões onde hoje se situa Castro Alves.

Em 1838, segundo Felisberto Freire e o texto jornalístico, Outeiro Redondo recupera sua condição de freguesia, necessitando, portanto, de um remanejamento territorial 

O fato é que ter um território tão grande sob sua jurisdição, denota a importância de Cruz das Almas já no início do século XIX, mostrando que muitas coisas ainda precisam ser respondidas acerca da trajetória de nossa querida cidade.

(FONTE: MATEUS SANTOS in https://www.facebook.com/photo.php?fbid=2091567394414162&set=gm.2096799383923132&type=3&theater&ifg=1 )