JOÃO GUSTAVO DA SILVA

Foi vereador (1954 a 1958), poeta, escritor e jornalista. Não nasceu em Cruz das Almas, mas amava esta terra como um Cruzalmense. Aqui casou-se e teve filhos. Credita-se a ele a luta para a vinda da agência do Banco do Brasil para Cruz das Almas.

Nasceu em 12 de fevereiro de 1918 e faleceu em 21 de fevereiro de 1968. Eis alguns de seus poemas:

LENDO COELHO NETO.

Ser mãe é andar chorando num sorriso!

Ser mãe é ter um mundo, e não ter nada!

Ser mãe não é padecer num paraíso!

E ser pai, o que será?…

Ser pai é ser da via férrea os trilhos!

É ser o trem, é ser o maquinista.

Buscando vida para mãe e filhos!

(soneto extraído do Jornal Nossa Terra/1955)

QUANDO…

Quando ao desfalecer do dia as andorinhas

Em bando, pelo espaço, arribam velozmente…

E que lá no ocidente ínfimas nuvensinhas,

Formam o multicor cenário do poente,

Quando na densa noite em olhares diretos,

Do céu a ardente estrela infiltra-se nos lagos,

E que na mata escura a festa dos insetos

Vibra de amor, de sons e naturais afagos…

(Jornal Nossa Terra/1955)

(FONTE: Ângela Machado; Aluno Matta Santana)

Publicado por Edisandro Barbosa Bingre

Paulistano de nascimento, mas radicado em Cruz das Almas desde o início dos anos 80, o que o levou a desenvolver um grande amor por esta terra. Escritor, Professor, Técnico em Agropecuária, estudante de Gestão Pública, Cerimonialista e Servidor Público Municipal.

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