AUGUST SUERDIECK

Quando se falar das fábricas de charutos do município de Cruz das Almas, não se pode esquecer a empresa Suerdieck que foi a maior representante da Bahia no mercado de charutos. A manufatura de charutos Suerdieck é importante na história de Cruz das Almas. Seu principal representante foi August Suerdieck, que veio para a Bahia, empregado da firma alemã e fiscalizava o enfardamento do fumo exportado da Bahia por esta empresa. Resolveu vir para Salvador. Da capital baiana August Suerdieck seguiu por via férrea, num percurso de 159km, até uma pequena estação distante 6km de um povoado à beira duma estrada de tropeiros, onde chegou em lombo de burro. Chamava-se Oiteiro Redondo, que não passava de um rude arraial em formação. Os deslocamentos pelo interior da zona fumageira eram penosos. Nos períodos das chuvas intensas, entre março e agosto, o lamaçal e os atoleiros, nas estradas carroçáveis, impediam a livre circulação das tropas de burros que faziam o transporte na região. Se fazia sol, o calor escaldante maltratava o gringo desacostumado ao clima tropical. Mas, August Suerdieck soube superar as adversidades climáticas e o desconforto de um núcleo florescente. Adaptou-se de tal forma que resolveu ficar. Em 1892, aos 32 anos, criou a empresa AUG.SUERDIECK, iniciando no ano seguinte as atividades como compradora, enfardadora e exportadora de fumos. Um ano depois, em 1894, August comprou dois imóveis, uma casa residencial e o seu primeiro armazém, da própria organização onde havia trabalhado, a firma F. H. Otens. Em 1897 assistiu Oiteiro Redondo ser desmembrado de São Félix e receber o nome de Villa de Cruz das Almas.

August Suerdieck faleceu em 1930, na Alemanha, assumindo a direção da firma a sua viúva, D. Hermine Suerdieck que também faleceu no ano seguinte.

Os herdeiros, Gerhard Meyer Suerdieck e Geraldo Suerdieck, filho e neto do alemão August Suerdieck fizeram dessa empresa uma referência de gestão e empreendedorismo, colocando a Bahia na vanguarda da exportação de charutos no mundo, sendo o requinte e a qualidade sua “marca registrada”, deixando um legado que jamais será esquecido pela história.

FONTE: Suerdieck, epopéia do gigante. Ubaldo Marques Porto
Filho. – Salvador, 2003.

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