PRAÇA SENADOR TEMÍSTOCLES

Sabia que conforme Projeto de Lei nº 72, de 10 de maio de 1955, que foi sancionada pelo prefeito Ramiro Eloy Passos, a praça principal da cidade passa a ter uma só denominação de “Praça Senador Temístocles”, suprimindo-lhe os nomes de: Landulfo Medrado, 1º de Dezembro, Frederico Costa, Quintino Ferreira e Cônego Franca, que eram trechos/ruas da mesma praça?

SEMANA DA CULTURA DE 1968

Uma recordação da 1ª Semana da Cultura realizada em Cruz das Almas nos idos de 1968, promovida pelo Grêmio Castro Alves do Colégio Alberto Torres. Note-se a presença da celebridade João Ubaldo Ribeiro, como conferencista, uma façanha conseguida pelo poeta e compadre Luciano Passos, à época cunhado do escritor que despontava como cronista da Tribuna da Bahia. Na oportunidade ele lançou o seu livro “Setembro não tem Sentido”.

(FONTE: Cyro Mascarenhas‎ in Facebook / CRUZ DAS ALMAS – FOTOS ANTIGAS )

CENSO DE 1872

Para quem gosta de pesquisa histórica, segue abaixo um link para acesso aos dados do Censo de 1872, o primeiro oficialmente empreendido pelo Estado imperial brasileiro. Nele podemos encontrar alguns dados acerca da população da então Freguesia de Nossa Senhora do Bonsucesso de Cruz das Almas.

Algumas coisas chamam atenção como o reconhecimento jurídico dos indivíduos (livres ou escravos), números sobre os estrangeiros e migrantes (gente proveniente de outras províncias) e também uma divisão da população por profissões.

Apesar de tal censo, segundo me recordo, já ter sido questionado quanto ao seu grau de fidelidade, creio que vale a pena dar uma olhada: http://www.nphed.cedeplar.ufmg.br/pop-72-brasil/?fbclid=IwAR2Nnl6j4k-ZGaI_mE9eng4Is-e1bfHxKvx55p-Dj4Jk3j4FwToe1qSRrcE

Alguns números interessantes:
População total: 15.604 pessoas
Escravos: 1.946 (entre pretos e pardos)
Número de homens e mulheres alfabetizados: 2.830
Africanos livres: 48

(FONTE: Mateus Santos in https://www.facebook.com/groups/1792945904308483/ )

DA SÉRIE: “SÃO JOÃO PASSOU POR AQUI?” – 2

Foto: Paulo Galvão Filho / 2019

A senhora Raimunda Silva Souza estava com 74 anos quando nos concedeu um pequeno mas valioso relato oral de suas memórias sobre as festa de São João na cidade. Hoje falecida, nasceu em Cruz das  Almas  em  1936  e  pôde  vivenciar  a  festa  por  um  longo  período.  Como  um  número significativo de mulheres da cidade, trabalhou nos armazéns de fumo desde os seus 14 anos, mãe solteira de filhos gêmeos, após o falecimento de seu marido, criou seus filhos sozinha, com a renda obtida no trabalho nos armazéns de fumo. Segundo as suas memórias, o “[…] São João era o seguinte… alegre, o povo entrava nas casas, pra gente brincar, sair, comer na casa dos vizinhos. Era bandeirola, fita… e ainda bota. Se reunia a rua toda pra botar”.

Essa, aliás, parece  ser ainda  uma  prática  comum  para  muitos  moradores  de  Cruz das Almas: a  forma  de  partilhar a arrumação das ruas, organizar mesas, receber pessoas em casa, socializar comidas e bebidas típicas da época.

(FONTE: Depoimento de dona Raimunda Silva Souza , 74 anos, operária de Armazém de Fumo. Entrevista realizada em Cruz das Almas-BA in  https://docplayer.com.br/81884849-Universidade-do-estado-da-bahia-uneb-departamento-de-ciencias-humanas-campus-v-programa-de-mestrado-em-historia-regional-e-local.html )