ASSIM ERA A CRUZ DAS ALMAS DOS ANOS 50/60

Cidade assentada sôbre planície com praças, ruas e avenidas arborizadas e bem ornadas. Está em fase de acentuado desenvolvimento o interêsse local por construções modernas. Deve-se essa modernização à influência progressista da abertura e funcionamento, na cidade, dos estabelecimentos de ensino superior e médio e, também, à orientação ou à influência técnica do pessoal de nível universitário ali fixado e em atividade docente ou profissional. A cidade possui 51 logradouros, sendo 16 pavimentados, 18 com arborização e 30 servidos de luz elétrica. Há 2 134 prédios, dos quais 1 250 com iluminação elétrica. Em 1956, inaugurou-se o serviço de esgôto, abrangendo 8 logradouros. A rêde telefônica apresenta 50 aparelhos em funcionamento, havendo dois cinemas: “Popular” e “Glória”, com capacidade total de 682 lugares.

Quanto aos meios de hospedagem, é digno de referência o Hotel do Leste (privativo do Instituto Agronômico de Leste), pelas suas excelentes instalações, condições de comodidade e aprazível localização, sito no subúrbio da cidade. Contam-se ainda quatro pensões.

É digna de registro a evolução atingida pelos hábitos e costumes da população. No trabalho, o proletariado é sindicalizado; nas edificações, está havendo modernização. Sente-se o interêsse e o entusiasmo da população pelo progresso da cidade. Nota-se a influência dos técnicos e professôres universitários na implantação de métodos modernos de trabelho, de estudo e de organização da vida urbana e doméstica. O intercâmbio e contacto mantidos pelos técnicos e mestres de nível universitário com a população urbana e com o homem do campo, as excursões à zona rural, os estudos e a convivência no âmbito da sociedade cruzalmense, educam, estimulam e melhoram a mentalidade da classe média imprimindo-lhes tendência para transformação cultural, que se manifesta no bangalô modernizado, na eletrificação do lar, em novos métodos culinários, no desenvolvimento e no aperfeiçoamento intelectual, no aprimoramento dos costumes sociais, na disciplina do trabalho e nas recreações.


(Compilação da Inspetoria Regional de Estatística, por José Pereira Tôrres Filho. – Chefe da Agência Municipal de Estatística: Adalberto Damasceno Passos. in Enciclopédia dos municípios brasileiros –
1957-1964 / IBGE – Rio de Janeiro)

MAPA DESCRITIVO DE CRUZ DAS ALMAS

Mapa municipal de Cruz das Almas, na escala 1:100.000, de autoria da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia – SEI, elaborado pela Diretoria de Informações Geoambientais, integrante da série limites administrativos. Os limites do referido município estão conforme a Lei n° 13.356, de 29 de junho de 2015, que atualiza os limites dos municípios do Território de Identidade Recôncavo, parte do processo de atualização dos limites intermunicipais do estado da Bahia, de acordo com a Lei n° 12.057, de 11 de janeiro de 2011. Conforme divisão político-administrativa do estado da Bahia vigente em 30 de junho de 2015.

CLIQUE AQUI:
http://www.sei.ba.gov.br/site/geoambientais/mapas/pdf/municipal/mapa_descritivo_2909802_1.pdf

BANDA GRIFF / ACARAJÉ COM CAMARÃO

Em 1990, os irmãos Betinho, Maurício, Murilo e Carol Sena Campos cursavam o científico em Cruz das Almas quando criaram um conjunto musical denominado BANDA GRIFF, com instrumentos emprestados e ensaios semanais no teatro da Faculdade de Agronomia da UFBA onde seu avô materno e pais foram professores. Herdaram o dom da música dos bisavós. Sua progenitora, musicista, ensinou-lhes violão e piano. O conjunto tocava em Mostras de Som, Casas de Cultura e Colégios. Formaturas, festas populares e Exposições Agro-Pecuárias vieram em seguida. Era uma Banda baile, e durante 8 anos dedilhou os mais variados ritmos, percorrendo mais de uma centena de municípios baianos e outros tantos fora do Estado. Mantinha diversos repertórios a fim de atender qualquer tipo de festa. Em 1994 e 1995 foi selecionada, através de Concurso Público promovido pela EMTURSA, para tocar no Carnaval de Salvador. Em Cruz das Almas participou de micaretas com o Bloco GRIFF e atuou nos festejos juninos. Até então vários CDs foram gravados. Dividiu o palco com artistas de renome como Elba Ramalho, Alceu Valença, Dominguinhos, Daniela Mercury, Leonardo, Daniel, Flávio José e tantos outros. Participou de muitos Ensaios promovidos por emissoras de Rádio e TV, na capital e interior.

Em 1999, a Produtora Musical Perto da Selva, que produzia Araketu, Eva e outras Bandas, assumiu o trabalho e mudou o nome GRIFF para “Acarajé com Camarão”. A partir daí a Banda adotou o ritmo do forró para compor o seu novo repertório. Mas, vez por outra tocava o axé em Micaretas. Assinou contrato com a Gravadora Sony Music que lançou o seu primeiro CD, a nível nacional, garantindo-lhe a venda do produto em lojas credenciadas, virtuais (Internet) e em revistas como a Hermes e Avon. O segundo CD foi lançado com 9 músicas inéditas de autoria dos irmãos gêmeos Maurício e Murilo Sena Campos, e o terceiro CD gravado, ao vivo, em Vitória da Conquista. Participou de Coletâneas do “Forró da Lua”, importante trabalho, na época, para o cenário musical baiano, e de outras lançadas pela Sony a nível nacional. Apresentou-se no Arraia da Capitá, em Salvador, e foi reconhecida pela imprensa soteropolitana como “Banda Revelação de Forró 99”. Em 2000 foi aos Estados Unidos fazendo shows em New Jersey, sendo reconhecida pelos jornais e TVs locais como “Furacão da Bahia” e “Super Banda Baiana de Forró”. Retornando ao Brasil participou de Programas nacionais como: Domingão do Faustão, Gilberto Barros (Leão), Raul Gil, Ratinho, Eliana, Vídeo Show, Olga Bongiovanni, TV Educadora, TV Gazeta e tantos outros. Representou a Bahia no Festival Gastronômico, durante 5 dias, realizado no Hotel Intercontinental, no Rio de Janeiro, cuja propaganda também foi feita através do Programa Sem Censura na TVE. Foi destaque em revistas como: Carnafolia, Exclusiva que apresentam momentos importantes da cultura musical da Bahia. Realizou Ensaios semanais em importantes Casas de Show em Salvador como: Rock in Rio, Satélite, Casquinha de Siri, Banana´s, Coliseu do Forró, OkaBier, dentre outras. Em 2008 a Banda gravou o seu primeiro DVD e o sexto CD, ao vivo, em Cruz das Almas, com as participações de convidados como Adelmário Coelho, Léo Macedo (Estakazero) e o grande guitarrista Robertinho Lago ( ex Tapajós). Em 2009 recebeu da Câmara de Vereadores de Cruz das Almas uma Moção de Aplausos, Congratulação e Reconhecimento pela dedicação à música e propaganda dessa cidade até o exterior. Recebeu homenagens, como destaque, da RBR (Rede Baiana de Rádio), da Prefeitura de Cruz das Almas e da Rádio Santa Cruz FM, e o apoio incondicional dos fãs espalhados por este Brasil a fora. Neste ano de 2010, a Banda lançou as músicas “To carente de Amor” e “Me manda um sinal”. Atualmente a Banda é composta por: Carol (vocal), Maurício (vocal), Murilo (teclado), Betinho (empresário, líder e zabumba), um sanfoneiro, um guitarrista, um contrabaixista, um baterista, um percussionista, duas backing-vocals e 4 dançarinos. Os proprietários, os irmãos Sena Campos além de trabalharem como músicos, têm formação Superior com Especialização, Mestrado e Pós-Graduação nas áreas de Agronomia, Musicoterapia e Psicologia Organizacional aonde desenvolvem trabalhos paralelos.

(FONTE:
http://forroparaomundo.blogspot.com/2010/05/ )

FORRÓ NA MORÁ

A partir de 1993, durante a gestão do prefeito Carmelito Barbosa Alves, o “Arraiá do Laranjá” realizado no Sumaúma passou a chamar-se “Forró Na Morá”, um trocadilho de namorar (ato de encontro amoroso) e na moral (comportamento ético). Eis, a seguir, uma retrospectiva da programação e atrações artísticas da festa nos anos de 1993 a 1996:

(FONTE: CARTILHA DO FORRÓ NA MORÁ – IV , uma colaboração de Rei Cônsul)

PERFIL SOCIOECONÔMICO DO MUNICÍPIO

Fotomontagem: Wikipédia

Localizado no Território de Identidade Recôncavo, o município de Cruz das Almas foi criado pela Lei Estadual nº 190 de 29/07/1897. Além de Cruz das Almas, Cabaceiras do Paraguaçu, Cachoeira, Castro Alves, Conceição do Almeida, Dom Macedo Costa, Governador Mangabeira, Maragogipe, Muniz Ferreira, Muritiba, Nazaré, Salinas da Margarida, Santo Amaro, Santo Antônio de Jesus, São Félix, São Felipe, Sapeaçu, Saubara e Varzedo, são os municípios que compõem o Território de Identidade Recôncavo. Cruz das Almas está localizado entre as coordenadas aproximadas de latitude -12º40´12´´ e longitude 39º06´07´´, a uma altitude média de 220 m acima do nível do mar e caracteriza-se pelo clima árido e semiárido. Faz divisa com os municípios de Cabaceiras do Paraguaçu, Muritiba, São Félix, São Felipe e Sapeaçu. Com uma área territorial de 139,117 km² (IBGE 2018), Cruz das Almas fica distante 138 Km de Salvador, capital do Estado da Bahia. A rodovia BR-101 é a principal via de acesso ao município, que não possui aeroporto. De acordo com Censo Demográfico 2010, Cruz das Almas possuía 58.606 habitantes. Sua densidade demográfica era de 402,11 hab/km2 . Em relação à situação do domicílio, 49.885 habitantes residiam em áreas urbanas e 8.721 habitantes residiam em domicílios rurais, perfazendo um grau de urbanização de 85,1%. Na decomposição por gênero, a população era majoritariamente do sexo feminino, ou seja, em números absolutos eram 30.924 habitantes do gênero feminino e 27.682 do sexo masculino. Para o ano de 2016, de acordo com estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o município de Cruz das Almas conta com uma população de 64.552 habitantes, apresentando um acréscimo de 10,1% em comparação ao ano de 2010.

De toda riqueza produzida no município, no ano de 2014, 79,7% era proveniente do setor de comércio e serviços. O setor industrial respondia por 14,6% do Valor Agregado Bruto (VAB), e o setor primário (agropecuária), foi responsável por 5,6% do VAB do município de Cruz das Almas. No mesmo ano, os maiores estoques de emprego formal pertenciam aos seguintes setores de atividade econômica: serviços (3.227), comércio (4.517), indústria de transformação (1.563) e administração pública (1.729).

Informações do Programa das Nações Unidas Para o Desenvolvimento (PNUD) indicam que o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) para o município de Cruz das Almas aumentou de 0,574 em 2000 para 0,699 em 2010. Vale ressaltar que o IDH é sintetizado por três dimensões do desenvolvimento humano: longevidade, educação e renda, sendo que quanto mais próximo de 1 (um) for o valor do IDH, maior será o nível de desenvolvimento da cidade.

(FONTES:
 Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia e IBGE / 2016 e 2018)