O CAMINHO DOS TROPEIROS: PICADA DA BAHIA

Até a terceira década do século XVIII, já haviam três importantes picadas de tropeiros que saíam dos centros desenvolvidos do litoral – Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo – adentravam o ermo sertão brasileiro para alcançar as longínquas regiões auríferas do Brasil Central: o Caminho dos Paulista, a Picada de Goiás e a Picada da Bahia.

A Picada da Bahia ligava o sertão do Planalto Central com a região Nordeste. Começava na Vila de Cachoeira, no Recôncavo Baiano, passava por Cruz das Almas, Castro Alves, e Iramaia até chegar as Minas do Rio de Contas, o mais importante Arraial do interior baiano, naquela época. Dali, a estrada seguia até as margens do Rio São Francisco, chegando a Carinhanha e ao Registro de Malhada, onde cobrava-se o imposto Direitos de Entradas, sobre o gado e escravo que eram levados para trabalhar na mineração em Goiás e Mato Grosso.

(FONTE:
http://cerratense.com.br/roteiroestradageralapresenta%C3%A7%C3%A3o.html )

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A MATA DE CAZUZINHA

A Mata de Cazuzinha representa um importante fragmento de Mata Atlântica do Recôncavo da Bahia, em meio à área urbana do município de Cruz das Almas. 

Apesar do crescimento urbano e do desmatamento causado pelo avanço habitacional às margens da mata, ela ainda apresenta uma vegetação razoavelmente preservada e que pode gerar dados que contribuam para a adoção de estratégias de conservação e preservação de suas espécies e consequentemente do bioma Mata Atlântica. 

Breve relato histórico: esta área florestal pertencia a Fazenda Itapicuru, propriedade do Coronel José Batista da Fonseca, cujo apelido era Cazuzinha. Pessoa de visão ambientalista, preservou uma área da Fazenda Itapicuru. Ao longo dos anos, o povo da cidade quando se referia a área florestal, a chamava de Mata de Cazuzinha. Depois, a propriedade passou para o seu filho Lauro Barroso Fonseca (Maninho de Cazuzinha) e no final da década de 1960 a área foi tombada pelo prefeito Lauro Passos, conservando e oficializando assim o seu nome popular. – D.Ana Lúcia Reis Fonseca – neta de Cazuzinha

Em 2012, o Prefeito Orlandinho inaugura o Parque Florestal Mata de Cazuzinha.

(FONTE: https://www.botanica.org.br/trabalhos-cientificos/64CNBot/resumo-ins19772-id5521.pdf)

CRUZALMENSE OU CRUZ-ALMENSE?

Recentemente, num grupo de amigos, levantamos a questão sobre a forma correta a ser utilizada do adjetivo gentílico dado a quem nasce ou reside em Cruz das Almas: seria CRUZALMENSE ou CRUZ-ALMENSE?

Alguns dicionários registram e, até mesmo o IBGE, que é uma referência oficial, utiliza a forma CRUZ-ALMENSE como grafia, embora seja pouco usual dos… cruzalmenses!

De maneira tradicional, CRUZALMENSE é a forma preferida das pessoas que nascem e vivem em Cruz das Almas. Este blog, inclusive utiliza Almanaque Cruzalmense.

Resumo da ópera: ambas as formas estão corretas e podem ser utilizadas!

O COLÉGIO ALBERTO TÔRRES – UMA ESCOLA DE EXCELÊNCIA

Na aula inaugural da Escola de Agronomia da UFBA, na cidade de Cruz da Almas, foi solicitado pelos professores da mesma que se construísse uma escola para que seus filhos pudessem estudar. O CAT (Colégio Alberto Torres) foi inaugurado em [14 de março de] 1948 com este objetivo. Além disso, tendo como referencia e patronato Alberto Torres, político brasileiro e ruralista, a escola pretendia formar uma juventude com ímpeto ruralista capaz de contribuir com a nação. Clodoaldo Gomes da Costa, fundador e diretor da escola por muitos anos foi um dos responsáveis pela estima atribuída ao colégio. Homem das letras, escritor, colunista do semanário municipal “Nossa Terra” e idealista da educação, era um dos homens mais respeitados da cidade segundo os escritos corográficos e depoimentos. “Daí o seu grande e esplendente mérito entre nós e o alto e merecido conceito que desfruta em Cruz das Almas esse destacado apóstolo da elevação cultural de nossa gente, que é o Dr. Clodoaldo Gomes da Costa, seu ilustrado e dinâmico diretor. Espírito irrequieto nas lides educacionais. Como todo maragogipano, bem entrado nas letras […]” Assim se referia ao diretor o Jornal Nossa Terra de 12 de dezembro de 1954 que noticiava a formatura da primeira turma de professoras no “Instituto Educacional Alberto Torres”. Ainda num tempo de uma educação de acesso não democratizado o CAT era a única escola da cidade a oferecer o ginásio, ainda não era pública, impossibilitando a entrada de muitos, estudar no CAT aos poucos tornou-se sonho dos jovens cruzalmenses. A CAT foi concebido pra ser uma escola de excelência que formaria os futuros ingressantes da Escola de Agronomia da UFBA, pensando de forma inicial para formar os filhos dos professores da EAB Posteriormente foi expandido para a comunidade cruzalmense até se tornar o maior colégio da região. Aos poucos outras profissões entraram na oferta da escola como: Contabilidade, Administração, Agropecuária, Magistério, além do segundo grau cientifico. Em 1954 foi noticiado com entusiasmo pelo semanário “Nossa Terra” a formatura da turma de Professoras. A vida do colégio, suas festas, bailes, homenagens, feira, mobilizavam a pacata cidade de Cruz das Almas o que fazia com que estampasse as páginas do semanário com certa frequência, de 1954 a 1957 é possível ver a ativa vida da escola, de seus professores e alunos. A formação de professores começou a se destacar na escola. A procura pelas vagas era em grande público feminino. A tendência é criticada pelo jornalista Verdival Pitanga, diretor do “Nossa Terra”, pois os homens não se interessavam mais pelo magistério na medida que se mostra como uma profissão sem retorno financeiro. Escreve Verdival: “26 professoras e apenas 1 professor, particularidade esta que põe em chocante relevo o desencanto do sexo masculino, em nossos dias, pelo sublime e edificante sacerdócio que é o Magistério Público”. (“Nossa Terra” 13 de Novembro de 1955, p 1) Verdival em outros textos refere-se ao magistério como sacerdócio, num sentido da doação e de não esperar muito em troca. No entanto, para muitas moças o magistério abria possibilidade de relativa estabilidade financeira e social. Na medida em que projetavam ganhar seu dinheiro próprio e a própria profissionalização conferia uma respeitabilidade social a estas meninas.

(FONTE: CIVISMO, OTIMISMO E ZELO A PÁTRIA: O COTIDIANO ESCOLAR NOS ANOS DE CHUMBO. Rafael de Jesus Souza (Graduando em História; Bolsista do Programa Institucional de Bolsa Iniciação a Docência) in http://www.historiaoral.org.br/resources/anais/11/1439346891_ARQUIVO_Resumo-HOCivismo,Otimismoezeloapatria.pdf

AS DUAS ESTAÇÕES FERROVIÁRIAS DE CRUZ DAS ALMAS

Você sabia que Cruz das Almas tem duas antigas estações ferroviárias?

A Estação de Pombal, que ficava a 6 km do centro do município, foi aberta pela E. F. Central da Bahia na sua linha principal, em 1881. Mais tarde o nome da estação foi alterado para Cruz das Almas e, posteriormente, novamente alterado para Eng. Eurico Macedo.

A outra estação, que também tem o nome de Cruz das Almas, a do ramal de Conceição do Almeida, foi aberta pela VFFLB em dezembro de 1958; é a que fica ali na entrada da cidade, perto da Coplan. Dizem que foi inaugurada, mas nunca entrou em funcionamento.