GRANDE DUELO MUSICAL NO CORETO DA PRAÇA

Coreto antigo

No início dos anos 40 do século próximo/passado, Cruz das Almas ainda era uma cidade pequena e pacata, com baixo índice populacional. Sua área urbana era constituída pela Praça Senador Temístocles, pequeno trecho da Rua Otens, Avenida “Alberto Passos”, Ruas: da Vitória, dos Poções, da Cadeia, do Genipapo, da Malva, da Estrada de Ferro e da Estação, respectivamente nominadas nos dias atuais, por: Manoel Vilaboim, J.J. Seabra, 15 de Novembro, J.B. da Fonseca, Leapoldo Cezarano, Rio Branco e Ruy Barbosa. Existiam também o trecho inicial do Bairro Baixinha da Vitória e algumas casas da Rua Professor Mata Pereira. Os arredores, para os quais a cidade se estendeu posteriormente, eram ocupados por médias e pequenas propriedades rurais.

A população citadina, em sua maioria pobre, era atuante e participativa nos eventos sociais, principalmente nos diferentes tipos de folguedos populares, dos quais as Bandas de Músicas constituíam o “ Carro Chefe”. A Euterpe Cruzalmense e a Lira Guarany, através da sonoridade de suas peças musicais, atraiam grade número de adeptos, constituindo verdadeiras torcidas organizadas que se rivalizavam seriamente nas famosas tocatas de Coreto, principalmente na ocasião das festas da Padroeira.

Certa feita, com a presença das referidas torcidas, cada uma vibrando fervorosamente por sua banda preferida, sob as batutas dos Regentes: Silvestre Mendes pela Euterpe e Cizinio Cintra pela Lira, as duas Filarmônicas travaram um duelo musical, ambas no coreto ao lado da Igreja Matriz, tocando alternadamente peças de diferentes gêneros e autores, entraram pela madrugada, indo até o amanhecer.

Foi preciso, então, a intervenção de um chefe político membro da família que governava o Município, para evitar graves consequências. Nenhuma das Filarmônicas queria sair primeiro, para não ficar caracterizada fuga de perdedora. A solução encontrada para por fim ao impasse que se estabeleceu naquela oportunidade, foi à descida do coreto de um músico de cada Banda, alternadamente; e, no fim, os dois Maestros, mediante o mesmo procedimento.

(FONTE: PROF. LEANDRO COSTA PINTO DE ARAÚJO, via ALYRIO MENDES https://www.facebook.com/alyrio.mendes/posts/679819798731983; FOTO: CRUZ DAS ALMAS – FOTOS ANTIGAS https://www.facebook.com/groups/454314041343397/?fref=ts )

 

AS PINHAS PORTUGUESAS DA CRISÓGNO FERNANDES

PINHA P PORTUGUESA

Sempre chamou-me a atenção, quando eu passava, geralmente de bicicleta, na Rua Crisógno Fernandes (que passou a ser agora Avenida), via no muro de uma de suas casas grandes, dois adornos de cerâmica (ou seria porcelana?) ladeando o portão de  entrada.

Recentemente, passando em frente ao mesmo local, verifiquei que resta ali apenas um dos adornos. Curioso que sou, fotografei-o e fui pesquisar sobre, claro!

Descobri, então, tratar-se de uma “Pinha Portuguesa”, uma das peças mais tradicionais do mundo da decoração. As pinhas nasceram no século XIX para decorar áreas externas como jardins, muros de castelos e escadarias de mansões e sobrados de época. Com o tempo, as pinhas  foram invadindo o interior das residências e ocupando lugar de destaque em mesas, estantes e prateleiras.

As pinhas portuguesas, que na verdade nasceram na França com o nome de Boules D’Escalier, conservam sua função decorativa, mas agora, muito mais valiosas, adentraram as salas e são expostas como verdadeiras obras de arte.

Para os que têm autênticas pinhas de época, remanescentes de demolições de casarões e sobrados, o meu conselho é para que conservem as peças como raras preciosidades. Fica a dica!

 

NOSSO FUMO, DA BAHIA PARA O MUNDO

A Bahia é o primeiro produtor de tabaco para charuto do Brasil e tem o segundo maior parque fumícola do Nordeste. O Estado já exporta o tabaco produzido em mais de 36 municípios, totalizando 1.736 hectares plantados.

Entre os principais municípios produtores de tabaco para charuto, além de Cruz das Almas, destacam-se:

— Irará

— Cabaceira do Paraguaçu

— Muritiba

— Governador Mangabeira

— Castro Alves

Com a exportação do tabaco para a China, a Bahia está ampliando gradativamente sua produção que chega a alcançar cinco mil toneladas/ano, segundo dados do Sinditabaco.

O Brasil, além de ser o segundo maior produtor de tabaco do mundo, é o líder na exportação mundial do produto.

FONTE: https://leiamais.ba/2012/08/30/bahia-vai-exportar-charutos-para-china 30/08/2012

MARIA JOAQUINA

20180402_081539-1A luta de Maria Joaquina  da Conceição, nascida na cidade de Cruz das Almas e mãe  de nove filhos, começou na antiga fábrica de charutos Suerdieck, local onde trabalhou até se aposentar. Fato que não a retirou da luta, pois em 1986, quando a fábrica Suerdieck estava para fechar, as operárias recorreram a ela (que tinha uma grande influência no meio político) para mediar e ver o que seria possível ser feito para impedir o fechamento da fábrica.

Diante das grandes injustiças e situação precária das companheiras que não conseguiam emprego nas empresas enfardadoras (armazéns de fumo), Maria Joaquina decidiu fundar uma associação chamada Clube das Mães em parceria com amigas e amigos operária(o)s que estavam na ativa. Nasce aí o primeiro movimento social de mulheres na cidade de Cruz das Almas.  A implantação da associação trouxe benefícios para várias mulheres que juntas conseguiram máquinas para os cursos de corte e costura e datilografia. Essas aulas aconteciam na Filarmônica Euterpe Cruzalmense.

Maria Joaquina foi uma mulher à frente do seu tempo e simboliza o empoderamento feminino. Por esse motivo, a homenagem com o seu nome ao Centro de Referência da Mulher na cidade de Cruz das Almas

FONTE: CENTRO DE REFERÊNCIA E ATENDIMENTO A MULHER MARIA JOAQUINA / SECRETARIA MUNICIPAL DE POLÍTICA ESPECIAIS/ PREFEITURA DE CRUZ DAS ALMAS