CANGACEIROS EM CRUZ DAS ALMAS E REGIÃO: MITO OU VERDADE?

Sempre fui muito fascinado pela história de Lampião, o Rei do Cangaço. Certa vez, quando criança ou adolescente, eu conversando com minha mãe, que nasceu na Vila de Sapé (atual Sapeaçu) e cresceu na Fazenda Menezes, de propriedade do meu avô, ela contou-me a história de que havia passado “um bando de cangaceiros” na estrada que beirava a propriedade de meu avô. Eles chegaram e pararam debaixo de três grandes árvores que ficavam no terreiro, na frente da casa grande.  Daí, todos da fazenda se trancaram dentro de casa, só meu avô saiu para falar com os cangaceiros, que pediram água e comida. As mulheres da casa então apressaram-se a preparar farta refeição, que foi servida colocada apenas no lado de fora da porta para que alguém deles viesse pegar. Ninguém mais, além do meu avô, saia para vê-los ou falar com eles até os cangaceiros terminarem de comer e irem embora, sem molestar ninguém e nem roubar nada.

Fiquei com esta história na cabeça por muito tempo.

Algum tempo depois, fazendo minhas pesquisas na internet, encontro o seguinte texto num fórum:

“Estudei muito sobre o cangaço e fiquei fascinado com a história, li em todos os locais que o cangaço acabou com a morte de Corisco em 1940, só que conversando com a minha bisa que tem 87 anos ela me contou que na década de 50 tinha um cangaceiro chamado “Zé Guabiraba” que espalhava muito medo nas cidades do interior, ela é de Castro Alves – BA.” – (Guilherme Velame, in LAMPIÃO-Grande Rei do Cangaço, 2011)

E, hoje, li o seguinte relato no livro Cruz das Almas dos meus bons tempos, de Renato Passos da Silva Pinto Filho:

“Eu só me lembro desta gloriosa força policial com medo, foi na época do bandido cangaceiro Guabiraba, que queria imitar o Lampeão, e estava dando o que fazer. Foi preciso pedir ajuda às forças policiais da Bahia; neste tempo, aqui em Cruz das Almas nem nas cidades vizinhas ninguém vivia sossegado; até que um dia liquidaram Guabiraba e eu vi quando chegou morto aqui na delegacia, amarrado pelos pés e pelas mãos num toro de pau, parecendo um bicho, com o corpo cheio de balas. Os soldados não deixaram a gente chegar perto para ver o bandido morto.”

Enfim…
Será que mais alguém aqui sabe alguma história sobre os cangaceiros em Cruz das Almas ou região? Compartilhe conosco.

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