FORAM DISTRITOS DE CRUZ DAS ALMAS

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Em 1898, um distrito denominado Sapé, subordinado ao município de Cachoeira, passou a pertencer a Cruz das Almas como seu primeiro distrito, sob a intendência do Cônego Antônio da Silveira Franca.

O Distrito de Sapé, elevado à categoria de município em 27 de abril de 1953, passou então a denominar-se Sapeaçu e foi desmembrado do município de Cruz das Almas.

Outro distrito que já pertenceu ao Município de Cruz das Almas foi Baixa da Palmeira.

Na atual divisão territorial, datada de 01-07-1960, Cruz das Almas é um município constituído apenas do distrito sede, possuindo zona urbana e zona rural.

(FONTE: http://www.cidades.ibge.gov.br/painel/historico.php?codmun=290980 )

ALBERTO TORRES

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Alberto Torres

Você sabe quem foi o homenageado que dá nome ao nosso CEAT- Colégio Estadual Alberto Torres, atual CETEP Recôncavo II Alberto Torres?

Alberto de Seixas Martins Torres , nasceu em Itaboraí em 26 de novembro de 1865 e faleceu no Rio de Janeiro em 29 de março de 1917. Foi político, jornalista e bacharel em direito. Também foi um pensador social brasileiro preocupado com questões da unidade nacional e da organização social brasileira.

Casou-se em 1890 com Maria José Xavier da Silveira, tendo três filhos: Alberto Torres Filho, Maria Alberto Torres e Heloísa Alberto Torres.

Era filho de Manuel Martins Torres, que foi vice-presidente no governo de José Porciúncula.

Iniciou os seus estudos no Rio de Janeiro. Matriculou-se, em 1880, em Medicina e cursou por apenas dois anos, vindo a abandonar este curso. Mudou-se para São Paulo, matriculando-se na Faculdade de Direito, tendo também início, nesta mesma ocasião, a sua atividade jornalística, colaborando com jornais como “O Caiçara”, “A Idéia”, “O Constitucional” e “A República”. Bacharelou-se pela mesma Faculdade de Direito de São Paulo em 1886.

Regressando ao Rio de Janeiro, trabalhou como advogado no escritório de dois renomados profissionais, doutores Tomás Alves e Ubaldino do Amaral. Em 1889 foi nomeado promotor público, mas não aceitou. No mesmo ano, foi candidato a deputado pelo quarto distrito, sendo derrotado.

Entusiasta dos ideais republicanos, Alberto Torres funda em 1889, juntamente com outros publicistas, o jornal “O Povo”. Após a Proclamação da República, Torres torna-se deputado da Assembléia Constituinte fluminense instalada em 1º de março de 1892, exercendo cargo de deputado estadual até o ano seguinte. Em 1894 é eleito e inicia seu mandato de deputado federal. Em 1895, o então presidente da República, Prudente de Morais nomeia Alberto Torres para o cargo de Ministro da Justiça e Negócios Interiores (30 de agosto de 1896 a 7 de janeiro de 1897), demitindo-se pouco tempo depois, em protesto pela intervenção na cidade de Campos dos Goytacazes decretada pelo vice-presidente Manuel Vitorino.

Entre 31 de dezembro de 1897 e 31 de dezembro de 1900 exerceu o mandado de presidente do estado do Rio de Janeiro, sucedido por Quintino Bocaiuva. No ano seguinte, por decreto de 30 de abril de 1901, foi nomeado ministro do Supremo Tribunal Federal, cargo do qual se afastou em 1907, por motivos de saúde. Viajou à Europa e quando retornou ao Brasil foi concedida sua aposentadoria, por decreto de 18 de setembro de 1909, quando tinha 43 anos de idade.

Foi ainda membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB) desde 1911 e ao abandonar a vida pública, Alberto Torres passou a dedicar seu tempo quase exclusivamente ao estudo dos problemas políticos e sociológicos brasileiros.

Seus restos mortais foram transferidos posteriormente para o Cemitério de Porto das Caixas, em Itaboraí.

Entre novembro de 1910 e fevereiro de 1911 Alberto Torres publicou uma série de artigos na “Gazeta de Notícias”, que posteriormente viriam a compor uma de suas mais importantes obras: “A Organização Nacional”, publicada em 1914.

Outra obra importante de Alberto Torres, “O Problema Nacional Brasileiro”, foi elaborada a partir de artigos publicados no “Jornal do Comércio” em 1912 e de um discurso proferido no Instituto Histórico em 1911.

Nessas obras Alberto Torres aborda uma ampla variedade de questões, dentre eles uma proposta de reforma da Constituição, o problema da formação da nacionalidade nos países colonizados, a natureza da política nas sociedades modernas, a crítica às teorias racistas predominantes em sua época, etc.

O problema nacional brasileiro.

A organização nacional.

As fontes da vida no Brasil.

Ademais, atribui-se historicamente à sua obra “A Organização Nacional (1914)” a primeira menção – no Direito brasileiro – ao remédio constitucional “Mandado de Segurança”, tratado por Alberto Torres como Mandado de Garantia, cujo objetivo era primordialmente fazer consagrar, respeitar, manter ou restaurar preventivamente os direitos individuais ou coletivos, públicos ou privados, lesados por ato do Poder Público.

(FONTE: Faleiro, Silvana Rossetti. Colégio Evangélico Alberto Torres: memórias e história, pag. 63, UNIVATES, 2005, Lajeado, RS. ISBN 85-98611-21-2; REZENDE, Maria José de. Organização, coordenação e mudança social em Alberto Torres. Estudos de Sociologia, n. 8, 1º sem. 2000.; SOBRINHO, Barbosa Lima. (1968). Presença de Alberto Torres: sua vida e pensamento. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira.;SOUZA, Ricardo Luiz de. Nacionalismo e autoritarismo em Alberto Torres. In: Sociologias, no. 13, 2005, pp. 302–323.)

HOSPITAL DA SANTA CASA DE MISERICÓRDIA

O Hospital Nossa Senhora do Bonsucesso teve sua inauguração em 25 de julho de 1938, sendo construído num terreno doado pelo Coronel José Batista da Fonseca (Cazuzinha), um grande  benemérito da cidade, fundado e mantido pela Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Cruz das Almas e por muitos anos considerada a melhor Casa de Saúde do Recôncavo, sendo a maternidade de inúmeros filhos desta terra e região.

Foi idealizado, construído e instalado pelo então prefeito Dr. Luiz Eloy Passos, que foi também o primeiro provedor da Santa Casa de Misericórdia de Cruz das Almas. O primeiro diretor do Hospital foi o Dr. Edmundo Pereira Leite.

O Hospital Nossa Senhora do Bonsucesso, presente no município há mais de 80 anos, desde a sua abertura foi gerido e administrado pela Santa Casa de Misericórdia de Cruz das Almas, mas por conta de dificuldades financeiras, a unidade passou a ser gerida pela Associação de Proteção à Maternidade e à Infância (APMI), no período entre 2012 até 2014, quando a partir de então ficou fechada.

Só após 2 anos e 8 meses do seu fechamento, em 2017, é que o Hospital Nossa Senhora do Bonsucesso da Santa Casa de Cruz das Almas foi reaberto, numa cerimônia no dia 11 de março, com a presença do Governador Rui Costa no município.

Numa ação conjunta envolvendo a Prefeitura Municipal, a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia e o Governo do Estado da Bahia, através da gestão municipal do Prefeito Orlandinho, que em apenas dois meses e meio do seu 3º mandato conseguiu devolver e garantir à população os serviços de Obstetrícia (parto normal e Cesário), Internamento de Clínica Médica (adultos e pediatria), Cirurgias Eletivas, dentre outros, que serão oferecidos pelo Hospital Nossa Senhora do Bonsucesso.

A HISTÓRIA DAS SANTAS CASAS DE MISERICÓRDIA E SEUS IDEAIS DE CARIDADE E FILANTROPIA – O Compromisso da Misericórdia de Lisboa é um conjunto de quatorze obras de misericórdia, baseadas nos ensinamentos de São Tomás de Aquino. Sete delas são espirituais: ensinar os simples, dar bons conselhos, castigar os que erram, consolar os tristes, perdoar as ofensas,  sofrer com paciência, orar pelos vivos e pelos mortos. As outras sete são corporais: visitar os enfermos e os presos, remir os cativos, vestir os nus, dar de comer aos famintos e de beber aos sedentos, abrigar os viajantes e enterrar os mortos.

Inspirada e orientada por estes conceitos, as Santas Casas de Misericórdia foram fundadas a partir de 1498, sendo a primeira em Lisboa (Portugal), em um período da história lembrado por tragédias, guerras e pelas grandes navegações. Nesse cenário, o surgimento das Santas Casas ficou marcado pela retomada de sentimentos como a fraternidade e a solidariedade. Prova disso é que, muitas vezes, a Irmandade não precisou de uma instituição física: ela foi ao encontro dos enfermos e inválidos, onde quer que eles estivessem. Assim, chegou à Ásia, África, se espalhou pela Europa e, claro, pelas Américas.

No Brasil, a Santa Casa chegou durante o período colonial e as suas unidades foram instaladas em diversos locais do país. A primeira foi em Santos, São Paulo; a segunda, em Olinda, Pernambuco; e a terceira em Salvador, Bahia, no ano de 1549.

(FONTES: http://www.santacasaba.org.br/historia ; ASCOM Prefeitura de Cruz das Almas ; http://port.pravda.ru/sociedade/curiosas/12-05-2016/40948-santa_casa_cruz-0/#sthash.8hKBrhhw.dpuf; SANTANA, Alino Matta. O LIVRO DO CENTENÁRIO. 1997; biblioteca.ibge.gov.br/index.php/biblioteca-catalogo?view=detalhes&id=428905 ; Ana Lucia Reis Fonseca)