PRIMEIRA IGREJA PRESBITERIANA DE CRUZ DAS ALMAS

IPCA

HISTÓRIA – As primeiras incursões do presbiterianismo na Bahia foram promovidas por Francis J. C. Schneider – colaborador do Rev. Simonton – ainda em 1871, em Salvador. Em 1872 ele fazia os primeiros batismos na cidade. Também colaboraram neste período na Bahia Alexander L. Blackford e George W. Chamberlain (portanto, três importantes pioneiros do presbiterianismo no Brasil). Outros missionários enviados por outras regiões dos EUA prestaram importante serviço, como o Rev. John Benjamin Kolb e o Rev. William Waddel – que fundou uma escola presbiteriana em Ponte Nova. Em 1903 foi construído o primeiro templo e a igreja já prosperava. Em 1950, o Sínodo Bahia-Sergipe incluia os presbitérios de Salvador, Campo Formoso e Itabuna.

Foi no início da década de 80 [fevereiro de 1982] que um grupo de irmãos presbiterianos, vindos de diversas regiões, majoritariamente de Salvador, se instalou em Cruz das Almas, principalmente sob influência das operações da Odebrecht nas obras da Hidrelétrica Pedra do Cavalo. Esses irmãos empreenderam esforços para fundar uma congregação presbiteriana. À convite do grupo, o Rev. Eliezer Araújo, então ministro em Itabuna, fundou a congregação na cidade e a entregou à responsabilidade dos irmãos, que procuraram o Presbitério de Salvador para assistência. Assim, nossa igreja surgiu sob a figura da congregação presbiterial. É preciso notar que embora os fundadores e primeiros membros da congregação sempre tenham se sentido independentes e, de fato, eram para todos os efeitos, o que caracteriza a congregação presbiterial, nos termos da nossa constituição, é justamente o fato de não ser capaz de governo próprio. Essa situação difícil e inadequada perdurou por mais de 30 anos.

O trabalho iniciou num prédio situado à Rua Leopoldo Cesarano [Rua da Malva], com esses primeiros irmãos. No início dos trabalhos, vinham ministros de Salvador para realizar os atos pastorais e vinham missionários, durante a semana, para evangelização. Apesar de ser uma comunidade pequena, exerceu influência suficiente para conquistar, junto ao prefeito Claudomiro Pamponet, a doação de um terreno para a construção do templo. Os fundamentos da construção chegaram a ser lançados numa cerimônia simbólica de que participou o próprio prefeito, em 1983. No entanto, com a mudança de governo a promessa foi desfeita, pois o terreno não chegou a ser formalmente passado para o nome da igreja.

A congregação se transferiu para outro prédio, na Rua Ruy Barbosa [Rua da Estação], onde funcionou durante algum tempo. Durante esse período, em função da saída de alguns membros – por força da conclusão das operações da Odebrecht em Pedra do Cavalo, a congregação enfrentou alguns problemas financeiros. Depois de ter adquirido um terreno em que construiria o seu templo e enquanto o construía, a congregação chegou a se reunir – mas uma vez, em função do prestígio conquistado na cidade – no Colégio Virgildásio Sena. Mesmo sob tais condições, a congregação chegou a sediar encontros presbiteriais de adolescentes e eventos semelhantes.

A construção foi concluída e a congregação se transferiu para o seu atual endereço, na Rua Pedro Manoel da Silveira, em fins da década de 1980, quando também foi transferida do Presbitério de Salvador para o recém criado Presbitério Central, com sede em Feira de Santana. Mesmo assim, durante algum tempo, a congregação permaneceu desassistida, infelizmente. A congregação foi para o novo templo em 1991. Durante a década de 1990, em que a congregação passou a ter obreiros em tempo integral, outras dificuldades foram ainda enfrentadas pela congregação, como o assédio do movimento G12. Durante boa parte desse período, o governo e o ensino na igreja foram conduzidos por uma mesa administrativa constituído por mulheres, o que está em clara contradição com os documentos da IPB e as Sagradas Escrituras.

(FONTE: http://ipcaipb.wixsite.com/ipcruzdasalmas)

Publicado por Edisandro Barbosa Bingre

Paulistano de nascimento, mas radicado em Cruz das Almas desde o início dos anos 80, o que o levou a desenvolver um grande amor por esta terra. Escritor, Professor, Técnico em Agropecuária, estudante de Gestão Pública, Cerimonialista e Servidor Público Municipal.

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