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CRUZ DAS ALMAS E O POVO CIGANO

Cigano Serrinha

Cruz das Almas, (…) A cidade é conhecida nacionalmente pelos festejos juninos e, particularmente, pela tradicional (e extinta!) guerra de espadas. Não pode-se determinar com precisão o período em que os primeiros grupos ciganos chegaram, devido a vida nômade que levavam, e muitos grupos, ainda levam. Contudo, estima-se que desde o início do século XX os primeiros grupos ciganos já começavam a circular por Cruz das Almas, atraídos pelo desenvolvimento do comércio. Atualmente estão concentradas inúmeras famílias ciganas em Cruz das Almas, com uma população aproximada de 500 pessoas, as quais estão localizadas, predominantemente, no espaço urbano. Esta população está dividida, basicamente, em seis bairros: Andaraí, Edla Costa, Chapadinha, Fonte do Doutor, Santa Cruz e Rio Branco.

De acordo com Robelito Cordeiro Cardoso, a presença dos ciganos no município de Cruz das Almas é mais marcante a partir dos anos 70, quando seu pai, Raimundo Nonato Cardoso, conhecido como Serrinha, chegou aqui no município por volta dos anos 60, fugindo da seca e escassez de alimentos. Mas, a partir dos anos 70, resolveu definitivamente ficar aqui na cidade, em vista do crescimento que o comércio vinha atingindo e, por conseguinte, o crescimento da própria cidade.

Jair Cordeiro afirma que seus pais andavam de animais e não tinham moradia fixa, mas devido à dificuldade de se locomover para outra cidade, resolveram fixar-se em Cruz das Almas nos anos 70, pois haviam sido acolhidos muito bem aqui na cidade.

No entanto, Cruz das Almas não fugiu à regra e a relação com o povo cigano foi marcada por muita hostilidade, desconfiança, desrespeito e intolerância. Apesar disso, muitas famílias vêm conseguindo, por mais de três décadas, fixar-se no município. Observa-se, ainda que, apesar de manter traços originais de sua cultura, o constante contato com o povo não cigano vem promovendo mudanças em seu universo sócio-cultural, a exemplo do estilo de vestir, a compra de grandes e valorizadas casas no centro da cidade, na freqüência às escolas e até universidades, igrejas evangélicas, etc.

Para Ronaldo Sena (2005) ” a adaptação dos ciganos às novas conquistas tecnológicas não fere muito suas tradições”. Em Cruz das Almas, apesar de poder falar em transformações na cultura, percebe-se também que as tradições ciganas são fortemente preservadas, muitas mulheres pensam assim: “Apesar de ter construído várias casas ainda prefiro morar na minha tenda”.
Compreende-se que a pesquisa histórica sobre ciganos encontra forte obstáculo no tangente às fontes documentais, este trabalho priorizou as fontes orais e iconográficas, por entender também que esses recursos são apropriados para revelar o universo cultural dessas comunidades.

(FONTES: http://www.webartigos.com/artigos/o-segredo-dos-degredados-estudo-da-cultura-cigana-no-municipio-de-cruz-das-almas/22948/#ixzz48S2AfrdX ; FOTOwww.vidaciganalielzalordelo.com )

Por Edisandro Barbosa Bingre

Paulistano apaixonado por Cruz das Almas, desde o início dos anos 80 quando aqui veio morar, o que o levou a desenvolver um grande amor por esta terra. Escritor, Professor, Técnico em Agropecuária, estudante de Gestão Pública, Cerimonialista e Servidor Público Municipal.

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