CAMINHOS, HISTÓRIAS E MEMÓRIAS – Livro UFRB 5 Anos

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A Universidade Federal do Recôncavo da Bahia UFRB foi criada pela Lei 11.151 de 29 de julhode 2005, tendo sido inaugurada pelo presidente Lula no [dia 21 de março] do ano posterior. Sua administração central localiza-se em Cruz das Almas, no local que antes era a Escola de Agronomia daUFBA, porém a UFRB está presente em várias outras cidades do Recôncavo da Bahia. Juntamente com o campus que se iniciou a UFRB, entraram em funcionamento os campi de Cachoeira, Santo Antônio de Jesus eAmargosa. Em setembro de 2013, foram inaugurados os campi nas cidades de Santo Amaro e Feira de Santana

A história do Instituto Imperial de Agricultura, fundado em 1859 por Dom Pedro II, até o movimento que envolveu o Recôncavo pela criação da UFRB. É o que conta o livro UFRB, 5 Anos – Caminhos Histórias e Memórias. O livro faz parte das comemorações pela passagem dos 5 anos de criação da universidade. É uma edição ricamente ilustrada e traz também o depoimento de pessoas que participaram dessa conquista, além de textos de professores da UFRB sobre o Recôncavo e a implantação da universidade.

Inteiramente produzido pela ASCOM-UFRB durante o ano de 2010, o livro buscou relatar a construção dessa história através de pesquisas e também, principalmente, pelas opiniões de alunos, professores, servidores e pessoas da comunidade do Recôncavo, o que permitiu retratar a importância da UFRB para a história e a sociedade desta região. A versão digital de Caminhos, Histórias e Memórias você pode conferir aqui.

(FONTE: https://www.ufrb.edu.br/portal/livro-ufrb-5-anos-caminhos-historias-e-memorias.; https://pt.wikipedia.org/wiki/Universidade_Federal_do_Rec%C3%B4ncavo_da_Bahia )

LAURO PASSOS

Lauro Passos Cavalo

Lauro de Almeida Passos nasceu em Afonso Pena, atual município de Conceição do Almeida (BA), no dia 24 de agosto de 1899, filho de Alfredo Veloso Rocha Passos e de Clementina de Almeida Passos.

Estudou no Ginásio Ipiranga, em Salvador, formando-se pela Faculdade de Medicina da Bahia em 1921. Nesse mesmo ano, tornou-se médico-auxiliar do Departamento Nacional de Saúde Pública da Bahia, função que exerceu até 1928. Foi também médico do Serviço de Profilaxia Rural e membro do conselho diretivo da Escola Agrícola da Bahia.

Fazendeiro, produtor de fumo e batata, elegeu-se no pleito de maio de 1933 deputado à Assembléia Nacional Constituinte pela Bahia na legenda do Partido Social Democrático (PSD) de seu estado. Assumindo o mandato em novembro do mesmo ano, participou da elaboração da nova Carta e, com a promulgação da Constituição em 16 de julho de 1934, teve seu mandato prorrogado até maio de 1935. Reeleito na mesma legenda no pleito de outubro de 1934, no ano seguinte integrou a delegação brasileira à Conferência Comercial Pan-Americana, reunida em Buenos Aires. Permaneceu na Câmara até 10 de novembro de 1937, quando o advento do Estado Novo suprimiu todos os órgãos legislativos do país.

Em 1938, tornou-se presidente da Caixa Econômica da Bahia, função que exerceu até 1941.

Com o fim do Estado Novo em outubro de 1945 e a conseqüente redemocratização do país, elegeu-se em dezembro de 1945 suplente de deputado à Assembléia Nacional Constituinte pela Bahia na legenda da União Democrática Nacional (UDN), não chegando a assumir o mandato.

Foi prefeito de Cruz das Almas (BA), presidente do Instituto Baiano do Fumo e membro da Sociedade Botânica do Brasil.

Faleceu em Salvador no dia 13 de abril de 1982.

Era casado com Lélia Pereira Passos, com quem teve dois filhos.

(FONTES: Boletim Min. Trab. (5/36); CÂM. DEP. Deputados; Câm. Dep. seus componentes; COUTINHO, A. Brasil; Diário do Congresso Nacional; GODINHO, V. Constituintes; Jornal do Brasil (14/4/82); TRIB. SUP. ELEIT. Dados (1).Foto: arquivo da família Passos)

MONSENHOR NEIVA

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Nascido no município de Dom Macedo, em 09 de abril de 1917,  Monsenhor José de Souza Neiva deixou a família aos 7 anos para continuar os estudos na cidade de Conceição do Almeida, onde se tornou coroinha e teve os primeiros contatos com a vida sacerdotal. Ingressou no seminário em 1930 e foi ordenado no ano de 1942. Atuou como professor no Seminário Menor, em Itaparica, onde também cuidava das finanças. Transferido para Baixa Grande, passou a dedicar-se às comunidades eclesiais. Foi pároco na cidade de Macajuba e Itaberaba, além de diretor geral do Ginásio de Itaberaba. Em 2 de fevereiro de 1964 foi nomeado Cônego Honorário da Catedral de Ruy Barbosa e em 6 de março de 1966 passou a ser o pároco de Cruz das Almas. No ano de 1971 foi nomeado cônego da Catedral Metropolitana e Primacial de Salvador e, em 1973, passou a ser Monsenhor. Tornou-se, ainda, Membro do Conselho Presbiteral de Salvador e vigário Episcopal, nomeado pelo então Arcebispo de Salvador, Cardeal Dom Lucas Moreira Neves.

“O amor ao meu sacerdócio e ao meu ministério é marcado pelo contato com as comunidades. Fui convidado para estar em outras paróquias, mas só me sentia bem em trabalhar com as comunidades rurais. Nunca ambicionei nenhuma posição que me afastasse dos mais simples.” – Monsenhor José de Souza Neiva

(FONTE: PasCom Arquidiocese São Salvador)

Cem anos Neiva