GLÁUCIA GUERRA

Gláucia Guerra de Oliveira nasceu em Cruz das Almas em 12 de maio de 1935. Filha do ex-prefeito Jorge Guerra e de D. Isolina de Andrade Guerra. Casada com o Dr. José Assis de Oliveira, de cujo enlace resultaram oito filhos. Foi Diretora do Colégio Municipal Jorge Guerra, professora de Educação Musical e autora de diversas peças musicais. Foi também colaboradora do Jornal do Planalto e da Revista Literária Reflexos de universos. Poetisa de grandes recursos, participou como co-autora dos livros de poesia “Em Carne Viva” e “Asserto”. Individualmente publicou “Gravidescência” e “Força dos Motivos”.

ULTRAPASSAGEM
No medo do teu próprio grito
está o grande impecilho
para que possas captar
os ecos que ultrapassam
todas as barreiras.
Leberta-o pois – sem medo –
pelos despenhadeiros
em que se precipitam
o teu pensamento,
o teu ideal e o
riso, suor e sangue.

Um grito causa afonia,
quando a coragem morre na garganta
e o ideal deixa que se partam
as cordas vocais e a mente
atrofia a expressão verbal.
Cura-a pela tenacidade
dos teus dias…
e quando – abruptamente –
o dia se fizer noite,
deixando-te atônito,
aguarda confiantemente
o acender das luzes condensadas
pelos sábios “vagalumes”.
E rompe com teus gritos
o invólucro da alegria
para divisar a luz da tua
própria LIBERDADE.

Artista plástica de alto gabarito, expôs suas pinturas por diversas vezes na Casa da Cultura Galeno D’Avelírio em exposições tanto individuais quanto coletivas. Gláucia Guerra faleceu no dia 02 de novembro de 2013, em Cruz das Almas.

LUCIANO PASSOS, ILUSTRE CRUZALMENSE.

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Luciano Passos nasceu em Cruz das Almas, poeta, advogado, político e fotógrafo. Casado com a poetisa Lita Passos, para quem escreveu seus mais belos poemas e pai de Bárbara e Lucas.

Abaixo, alguns dados biográficos, em ordem cronológica, sobre Luciano Passos:

1944 – Nascimento, 04 de maio, na Fazenda Campo Limpo, Cruz das Almas, Bahia, filho de Dr. Ramiro Eloy Passos e da Prof.ª Maria Ubaldina Silva Passos;

1950 – Faz o curso primário no Prédio Escola Comendador Temistocles, e o curso ginasial no Colégio Estadual Alberto Tôrres em Cruz das Almas;

1960 – Mudança para Salvador, Bahia  – Faz o curso Clássico no Colégio Antonio Vieira;

1966 – Redator da Secretaria de Turismo da Prefeitura Municipal de Salvador.

1967 – É Bacharel em Direito, pela Faculdade de Direito da Universidade Católica de Salvador;

1968 – Advogado da Secretaria do Trabalho e Bem Estar Social da Bahia;

1970 – Assessor Jurídico do Ministério das Comunicações em Brasília-DF;

1971 – Chefe do Serviço Jurídico do Departamento  de Administração do Ministério das Comunicações em Brasília-DF;

1974 – Casamento a 23 de dezembro com Angelita de Almeida Passos (Lita Passos), cruzalmense, poetisa, ele com 30 e ela com 20 anos;

1976 – É vereador eleito à Câmara de Vereadores de Cruz das Almas. Nasce seu filho Lucas de Almeida Passos em Salvador-Ba;

1977 – Nasce sua filha Bárbara de Almeida Passos, em Cruz das Almas-Ba;

1979 – Professor de Organização Social e Política do Brasil, e, Direito e Legislação do Colégio Alberto Tôrres;

1979 – Gerente do Centro Social Urbano de Cruz das Almas até 1989;

1983 – Vereador Eleito à Câmara de Vereadores de Cruz das Almas e Presidente da Câmara;

1984 – Presidente da Associação de Vereadores do Recôncavo;

1985 – Publica Casulo de Vidro – Poesia – “Fotos e poemas se misturam num Mundo de luzes brancas e pretas”;

1987 – Publica Cavalo Estrelado – Poesia Um livro dedicado aos assanhaços da sua terra, uma demonstração da força viva da natureza;

1989 – Vereador Eleito à Câmara de Vereadores.

1989 – Publica Corpo Aceso – Poesia – Dedica este livro a “Estrela mais Próxima” Minha pele é um reboco e meu queixo é apenas a perspectiva de um soco”, diz o poeta;

1990 – Relator da Lei Orgânica do Município de Cruz das Almas;

1990 – Presidente da Fundação Cultural Galeno D’Avelírio (Casa da Cultura) de Cruz das Almas;

1993 – Secretário da Prefeitura Municipal de Cruz das Almas;

1994 – Publica o livro de poesia Língua Bailarina, dedicado ao “som do sax e ao tom do sexo”;

1995 – Publica seu primeiro livro de prosa poética, “Cruz das Almas Estrela Guia e Lençol Perpétuo”. Homenagem a personagens da sua terra natal, para a qual se voltou inteiramente o seu espírito nos últimos anos de vida;

1997 – Assessor Parlamentar da Câmara de Vereadores de Cruz das Almas.

1997 – Publica Santa Cruz dos Laranjais – A obra revela em prosa poética o espírito do povo de Cruz das Almas, através de seus personagens. “É uma pesca da memória submersa; fotógrafa a alma de uma cidade através de instantâneos da sua gente e seus costumes”;

1997 – Faleceu em 14 de novembro, no Hospital COT, em Salvador-Ba. O funeral saiu da residência de seus pais em sua terra Natal, Cruz das Almas, onde vivera 53 anos.

Luciano Passos deixou inédito um livro: Imagens do Silêncio (Poemas de perdas e penas).

(FONTES: http://meyrekal.blogspot.com.br/2011/05/personalidade-cruzalmense-luciano.html;   http://www.cruzdasalmas.com.br/lucianopassos/p2/cron.htm; https://luciano-passos7.webnode.com/)

ESCOLA AGRONÔMICA DA BAHIA

UFRB

Uma luta histórica que começou no segundo reinado, quando Dom Pedro II criou o Imperial Instituto Baiano de Agricultura. Isso aconteceu em novembro de 1859, na histórica cidade de São Francisco do Conde, recôncavo baiano. O instituto passou a ser reconhecido como escola em fevereiro de 1877, passando a se chamar “Escola Agrícola da Bahia”.

Em 1905, essa prestativa instituição passou para a esfera estadual como Instituto Agrícola da Bahia, oferecendo curso a Escola Média Teórica e Prática de Agricultura e posteriormente o superior, 1920.

No ano de 1931, em pleno processo revolucionário e tendo o estado vivendo sob intervenção do tenente Juracy Magalhães, a Escola Agrícola foi transferida para a capital, ficando nessa situação até 1943, quando muda definitivamente para a bela e hospitaleira cidade de Cruz das Almas, passando a chamar-se “Escola Agronômica da Bahia”.

Nessa foto podemos observar o assentamento da pedra inaugural em junho de 1940. Estava presente ao lançamento, além de autoridades diversas e populares, o governador e interventor federal Landulfo Alves (1938-1942), segundo a esquerda e do engenheiro Delsuc Moscoso de Oliveira no centro e segurando o chapéu na cabeça.

NOTA DO EDITOR: A Escola Agronômica da Bahia posteriormente passou a ser a Escola de Agronomia da UFBA e, atualmente, transformou-se e ampliou-se na UFRB – Universidade Federal do Recôncavo da Bahia.

(FONTE: https://www.facebook.com/BAUHISTORICODABAHIA ;
Foto: J. Nogueira )

GRUPOS DE MANIFESTAÇÕES CULTURAIS

cobra can

 

PUXADA DE REDE – É um dos projetos da Associação de Capoeira Cobra Can, que desde a sua fundação em 1994 desenvolve trabalhos voltados para a comunidade local.¹

 

 

samba machucador

SAMBA DO MACHUCADOR – Contam que enquanto as negras africanas escravizadas no Brasil faziam os temperos das comidas nas casas-grandes, aproveitavam o som do machucador de madeira na tigela de barro ou de madeira e cantavam canções de saudade. Assim nasceu o Samba do Machucador, que hoje segue cantando o refrão da Cultura Popular: “Minha mãe me deu machucador, eu não sou pimenta, minha mãe me machucou”. Formado essencialmente por componentes do grupo da Melhor Idade, fazem releituras autênticas (sic!) dos sambas cantados nas festas tradicionais na Zona Rural.¹

Samba de Enxada SAMBA DE ENXADA – Para tornar a lida do campo mais amena, os negros africanos cantavam canções, surgindo assim as canções de trabalho. Para tornar estas canções mais animadas, no caminho entre a roça e a senzala, elas ganhavam ritmos mais quentes. Hoje acompanhado de refrães e umbigadas, segue o Samba de Enxada do Corta Jaca formado pelos senhores e senhoras que trabalham no campo, mas não perdem a oportunidade de festejar.¹
Levada da Zabumba

LEVADA DA ZABUMBA – Esse projeto nasceu com o propósito de valorizar o instrumento característico do forró, a “zabumba”. Os moradores da cidade, durante os festejos juninos formam grupos com zabumba, triângulo e sanfona e saem pelas ruas da cidade em carrinhos de som enfeitados, passando de casa em casa onde improvisam um forró. E assim dançam, comem e bebem.

Famcruz

FANFARRA MUNICIPAL CRUZALMENSE (FAMCRUZ) – A FAMCRUZ foi fundada em 2010. Nasceu com o fulgor e a eficiência dos grandes grupos musicais, composta por jovens e adolescentes determinados e guerreiros que representam o Município e suas interpretações trazem a fidelidade da música erudita e a ousadia da música popular.¹

Sociedade Filarmônica Euterpe Cruzalmense  FILARMÔNICA EUTERPE CRUZALMENSE – Primeira filarmônica de Cruz das Almas, cuja data de fundação foi 08 de setembro de 1910. Seu nome foi dado graças ao Senhor Silvestre Mendes que lembrara que o nome EUTERPE fazia menção à Deusa da Música. Músico clarinetista e regente, o Senhor Silvestre Mendes foi nomeado o primeiro presidente da Sociedade Filarmônica Euterpe Cruzalmense.² 

Filarmonica Lira FILARMÔNICA LIRA GUARANY – A fundação da Sociedade Filarmônica Lira Guarany deu-se em 15 de novembro de 1922. Seu núcleo original decorreu-se de um grupo de músicos dissidentes da Euterpe Cruzalmense.²

Desabafo teatral

CIA DESABAFO TEATRAL – Logo que saiu do seminário, onde estudou, Hildebrando Sena formou o seu primeiro grupo de teatro com fortes influências de ideologia católica, assim a Cia Desabafo Teatral, nasceu com o nome de Grupo Teatral Raio de Luz. Isso aconteceu no ano de 1983, durante 5 ou 6 anos, a Cia Desabafo permaneceu com este nome, porém a proporção que sua ideologia verdadeira ia se definindo outros nomes foram cogitados até nascer: Cia de Teatro Desabafo Teatral.³  

(FONTES: Programação Cultural da Reunião Regional da SBPC, UFRB, 2010¹ e Guia Turístico e Histórico de Cruz das Almas, MJC Pubicidade e Eventos, 2003², http://ninoufrb.wix.com/desabafoteatral#!histria-e-ideologia/c24bk ³)

CRUZ DAS ALMAS, A CIDADE DO ROCK!

Cross of Souls

Nem só de axé, pagode e arrocha vivem os baianos. Há aqueles que preferem os chamados estilos musicais alternativos: o rock e suas vertentes. Cruz das Almas é conhecida no meio underground da região como Cidade do Rock devido a grande quantidade de bandas e eventos que possuia, onde roqueiros, headbangers e punks se reuniam para curtir seu estilo musical.

O movimento alternativo é conhecido em todo o mundo como sinônimo de rebeldia e revolta. Fazendo jus a estes adjetivos, nos anos ’90, surgiram em Salvador as bandas The Dead Billies, Lisergia, Úteros em Fúria, Inkoma, entre outras, que cantavam as frustrações e repressões de uma geração e serviram de inspiração para muitos grupos que surgiram depois. De lá pra cá, novas bandas foram fomadas, trocaram de integrantes e deram origem a outras. Este cenário se expandiu também pelo  interior do Estado e vários eventos começaram a ser organizados.

cartaz_soul_do_rock_cartazSoul do Rock

Quarta edição do festival Soul do Rock, no dia 31/07/2004 na Casa da Cultura Galeno D'Avelírio

Quarta edição do festival Soul do Rock, no dia 31/07/2004 na Casa da Cultura Galeno D’Avelírio.

Gins

O Rock não morreu.

Em Cruz das Almas, onde o rock é mais forte na região, há sempre pequenos eventos que muitas vezes  são realizados na própria residência dos músicos. Um exemplo disso é o House of Fear, que ocorre na casa do baterista Claudio Batista, conhecido como Dinho Batera. O músico é multi-instrumentista e toca nas bandas NoveMeiaNove, The Gins e Exclusos, conhece bem as dificuldades ao organizar e montar um evento independente. Ele conta que as dificuldades vão desde limpeza do espaço onde acontecem os eventos, antes e depois do som, aos acertos e reforma de equipamentos. São os próprios músicos que montam boa parte da estrutura, da aparelhagem de som, da ornamentação e ainda controlam a portaria e o movimento do bar.

Como ninguém se sustenta financeiramente dos eventos, a maioria dos músicos e organizadores procuram conciliar o tempo disponível com o trabalho e os estudos. No fim, a maior parte das tarefas acaba ficando para os poucos que conseguem uma folga no emprego ou que resolveram “matar as aulas” para dar uma ajuda. Outra coisa que também fica a cargo da organização é arranjar lugar para hospedar as bandas que vêm de fora , além de providenciar também a alimentação  e o local onde guardar os equipamentos.  Muitas vezes  eles também se responsabilizar por acomodar também os fãs que vem de outras cidades da região.

Os eventos podem sofrer intervenções externas por motivo do som alto, por funcionamento irregular do espaço, por causa da aglomeração no local que muitas vezes pode estar localizado em área residencial. E apesar de todos os problemas o movimento do rock está crescendo.

Lost in Hell

ALGUMAS DAS PRINCIPAIS BANDAS:

  • Cross of Souls
  • The Gins
  • Bloodseeker
  • Exclusos
  • Unprosperity
  • 969
  • Refugiados
  • Lost in Hell

(FONTES: http://bahiarockmachine.blogspot.com.br/search/label/*Cruz%20das%20Almas ; http://www3.ufrb.edu.br/reverso/2014/02/05/o-cenario-rock-no-reconcavo/ ; http://www.geocities.ws/alexandreass/soul.htm )

JACINTA PASSOS: UMA MULHER CRUZALMENSE, UM CORAÇÃO MILITANTE.

Jacinta Passos, com a filha Janaína (1948).

Jacinta Passos, com a filha Janaína (1948).

A baiana Jacinta Passos nasceu em Cruz das Almas, na região do Recôncavo da Bahia, em 1914, filha de Berila Eloy e Manuel Caetano da Rocha Passos, pertencentes a famílias tradicionais da região, muito católicas. Seu avô paterno, Themístocles da Rocha Passos, duas vezes Senador na Província (depois Estado) da Bahia, é hoje nome da principal praça da cidade. Seu pai, também político, foi eleito deputado estadual quatro vezes, as duas últimas pela UDN.

Jacinta passou a infância entre o núcleo urbano de Cruz das Almas e a fazenda Campo Limpo, de propriedade do pai, onde nascera e morava com a família, mergulhada na cultura do fumo, das tradições africanas e das canções infantis que marcariam sua poesia. Após a transferência da família para Salvador, cursou a Escola Normal, onde se formou com láurea. Trabalhou como professora de matemática, dando aulas particulares e, depois, na prestigiosa Escola Normal onde se formara. Nessa época, era muito religiosa. Praticava a religião com uma entrega total, dedicando-se com fervor e buscando uma união profunda e direta com Deus.

Desde o final da década de 1920 escrevia poemas, em geral de conteúdo religioso. Nos anos 30, ao lado do irmão, o estudante de medicina e também poeta Manoel Caetano Filho, participou de círculos e grupos literários de Salvador, como a Ala das Letras e das Artes (ALA), chefiada pelo crítico Carlos Chiacchio. Seus poemas começaram a circular entre os intelectuais da cidade. Continuava religiosa, mas, à medida que o tempo passava, sua religiosidade ia adquirindo conteúdo social e militante.

A partir da eclosão da Segunda Guerra Mundial, em 1939, envolveu-se fortemente com política. Ao lado do irmão, assumiu posições públicas e participou de movimentos a favor da paz mundial e do final da ditadura do Estado Novo. Denunciou as opressões que pesavam sobre as mulheres, defendendo mudanças imediatas na condição feminina. Continuava católica, porém cada vez mais afastada das posições ortodoxas da Igreja.

Após a entrada do Brasil na guerra, em 1942, participou intensamente da luta antinazista e antifascista, envolvendo-se com grupos de esquerda. Tornou-se também uma ativa jornalista, escrevendo sobre temáticas sobretudo sociais. Foi uma das poucas mulheres da Bahia, à época, a assumir posições políticas públicas e a desenvolver uma intensa e regular atividade jornalística, publicando artigos e poesias no jornal O Imparcial e na revista cultural Seiva. Publicou semanalmente em O Imparcial uma “Página Feminina”, que ampliava muito os assuntos habitualmente reservados às mulheres, introduzindo discussões políticas e literárias.

Jacinta alargou seus contatos literários, dedicando-se com afinco à poesia. Em 1942, publicou o livro Nossos poemas (Salvador, A Editora Bahiana), cuja primeira parte, “Momentos de Poesia”, contém poemas seus, enquanto a segunda, “Mundo em Agonia”, reúne poemas do irmão, Manoel Caetano Filho. O volume mereceu boas críticas na imprensa, firmando os nomes dos dois poetas no meio intelectual baiano.

Jacinta Passos tornou-se amiga de intelectuais comunistas, como Jorge Amado, que no final de 1942 retornara à Bahia, aprofundando a participação em movimentos sociais e feministas. Nessa época, abandonou o catolicismo.

Mudou-se em 1944 para São Paulo, onde se casou com o jornalista e escritor James Amado. No ano seguinte, publicou seu segundo livro, Canção da Partida (São Paulo, Edições Gaveta), contendo dezoito poemas, três transcritos do livro anterior. A edição, extremamente bem cuidada, foi de apenas duzentos exemplares, numerados e assinados pela autora e ilustrados pelo grande artista Lasar Segall. Canção da Partida recebeu críticas muito elogiosas de intelectuais expressivos como Aníbal Machado, Antonio Candido, Gabriela Mistral, José Geraldo Vieira, Mário de Andrade, Roger Bastide e Sérgio Milliet, firmando o nome da poeta no cenário nacional.

Jacinta Passos continuou fortemente envolvida com política. Lutou pelo final da guerra, pela redemocratização do Brasil, pela liberdade de expressão, pela anistia aos presos políticos e pela ampliação dos direitos das mulheres. Em 1945, ano em que o Partido Comunista Brasileiro (PCB) foi legalizado e lançou uma grande campanha de filiação de novos membros, ingressou oficialmente nesse partido, nele permanecendo até morrer.

De volta a Salvador, foi candidata a deputada federal e a deputada estadual pelo PCB, não se elegendo. Contribuiu para o jornal comunista O Momento e continuou participando ativamente da política. Em 1947, após uma gravidez muito difícil, deu à luz sua filha única. Com o marido e a filha, viveu alguns anos em uma fazenda no sul da Bahia, onde se dedicou à família e à escrita.

Mudou-se em 1951, com a família, para o Rio de Janeiro, onde lançou seu terceiro livro, Poemas políticos (Rio de Janeiro, Livraria-Editora da Casa do Estudante do Brasil). Contendo dez poemas inéditos, políticos e líricos, além de uma seleção de poesias anteriores, Poemas políticos ampliou o prestígio da escritora, tornando-a mais conhecida nos círculos literários do Rio de Janeiro, a capital do país.

No final desse ano sofreu grave crise nervosa, com delírios persecutórios. Ficou vários meses internada em sanatórios do Rio, onde foi diagnosticada como portadora de esquizofrenia paranóide, considerada então uma doença progressiva e irrecuperável. Durante essa internação e nas seguintes, foi tratada à base de choques elétricos, injeções de insulina e barbitúricos. Transferida para a Clínica Psiquiátrica Charcot, em São Paulo, teve o diagnóstico confirmado.

Em 1955, separada do marido e da filha, regressou a Salvador, voltando a residir com os pais. Continuou militando no PCB, um partido em crise, ensinou em comunidades pobres de Salvador e publicou artigos sobre literatura no jornal comunista O Momento, onde, durante alguns meses, foi também responsável por uma página literária. Continuou escrevendo poesias. Recebeu a visita da filha durante duas férias escolares e a visitou, no Rio de Janeiro.

Publicou em 1957 seu quarto livro, A Coluna (Rio de Janeiro, A. Coelho Branco Fº Editor). O volume contém um longo poema épico, de quinze cantos, sobre a Coluna Prestes, marcha de cerca de vinte e cinco mil quilômetros, empreendida na década de 1920, e liderada, entre outros, por Luiz Carlos Prestes, que buscava mudanças políticas profundas para o Brasil. O livro foi bem recebido por críticos como Paulo Dantas. Vários de seus trechos foram transcritos em publicações de esquerda do país, até 1964.

Após permanecer cerca de dois anos na cidade pernambucana de Petrolina, onde vivia sozinha e em extrema pobreza, transferiu-se em 1962 para Aracaju, em Sergipe. Ali morou, também sozinha, em Barra dos Coqueiros, povoação de pescadores situada em frente à cidade. Vivia muito pobremente, em um barraco de madeira, à beira do rio. Possuía uma máquina de escrever, onde, à noite, datilografava poemas e textos políticos, que distribuía pelas ruas durante o dia. Numa época de grande agitação e polarização política, desenvolveu, sozinha e ao lado de integrantes do PCB local, intensa militância junto a pescadores, estudantes e trabalhadores, inclusive após o golpe militar de 1964.

Foi detida em 1965, quando pichava nos muros da cidade palavras de ordem contrárias à ditadura. Recolhida ao 28º BC de Aracaju, graças à interferência da família Passos foi transferida para um sanatório particular da mesma cidade, a Casa de Saúde Santa Maria, onde permaneceu até sua morte, em 28 de fevereiro de 1973, aos cinqüenta e sete anos de idade.

 

JACINTA

(FONTE: Texto de Janaina Amado in Site Oficial de Jacinta Passos)

O LIONS CLUBE EM CRUZ DAS ALMAS

Lions Clube

O Lions Clube Cruz das Almas é marcado por duas importantes datas nacionais quando da sua constituição: foi fundado em 7 de setembro de 1964 e constituído em 15 de novembro do mesmo ano, dia da Independência Nacional e da Proclamação da República, respectivamente.

Nesses 50 anos de existência, o Lions Clube Cruz das Almas já realizou dezenas de campanhas em prol da comunidade local, com destaque para o “Ajude O Lions A Ajudar o Hospital”, campanha que movimentou a comunidade cruzalmense para melhorar significativamente a estrutura física do Hospital Nossa Senhora do Bonsucesso e doar dez berços e centenas de roupas infantis para a casa de saúde.

Outras relevantes campanhas da instituição foram:

  • a construção da Biblioteca Municipal, hoje mantida e administrada pela prefeitura municipal, que ganhou uma sala com o nome do clube;
  • a construção do Lar dos Idosos, que hoje atende exemplarmente a cerca de 50 idosos carentes de Cruz das Almas e região, substituindo o Abrigo dos Velhos, inaugurado em 5 de abril de 1987.

Internacional

O Lions Clube é internacional e é a maior organização de clubes de serviços do mundo, com mais de 1,3 milhão de sócios em cerca de 45.000 clubes espalhados por 200 países e áreas geográficas. Compõe ainda o clube a ala jovem, chamada de Leo Clube.

(FONTE: Luciene Nogueira http://www.atlanticanews.com.br/ver.php?id=9585 \ 2014)

LAR DOS IDOSOS

Lar dos Idosos logo

O LAR DOS IDOSOS de Cruz das Almas é uma instituição filantrópica, construída e administrada pelo LIONS CLUB Cruz das Almas, fundada em 05/04/1987, situada na cidade de Cruz das Almas – Bahia.

O Movimento Leonístico, em essência, se propõe a agregar uma parcela de pessoas da comunidade com desprendimento para apoiar a melhoria da qualidade de vida das pessoas seguramente desfavorecidas da sociedade. Os Leões e os Leos, dois grupos que compõem o Lions Club, prestam serviços voluntários à comunidade por internalizarem a ideia de que homens e mulheres que vivem numa comunidade estão na posição de saber quem precisa de ajuda e porque. Não é por demais lembrar que a Associação não tem nenhuma afiliação política e nem sectária.
O Lar dos Idosos de Cruz das Almas, tem sido até então, um projeto desenvolvido pelos membros do Lions Club de Cruz das Almas com a finalidade de concretizar uma ação social permanente na comunidade cruzalmense. Já é uma Instituição reconhecida como de Utilidade Pública nos âmbitos Municipal e Estadual, funcionando desde 1987 como uma casa de assistência social para idosos carentes da comunidade provenientes de famílias de baixo poder aquisitivo com o objetivo de oferecer os cuidados essenciais para promover a melhor qualidade de vida possível requerida pelo envelhecimento.
O serviço se caracteriza como residência de longa permanência com assistência integral. O atendimento aos internos tem remetido à gestão, assumir permanentes desafios à sustentabilidade para suprir as necessidades básicas de alimentação, higiene, atendimento médico, terapêutico, medicamentoso e sociabilidade. Grandes esforços têm sido envidados com a chancela e logística do Lions Club de Cruz das Almas, junto às instituições, empresas, pessoas físicas e segmentos da comunidade, visando, oferecer o melhor em termos de qualidade de vida e dignidade aos residentes.
Diversas fontes de arrecadação buscam manter o custeio geral do Lar dos Idosos. Provêem das campanhas beneficentes, de doações, de contribuições de empresários, pessoas físicas e de residentes, da subvenção da Prefeitura Municipal de Cruz das Almas e das prestações de serviços desenvolvidas pela instituição, como a Lavanderia Do Lar. No imaginário de muitas pessoas reside um tremendo equívoco, do que pode até parecer muito, quando na realidade não chega a ser o suficiente. Esta composição de rendas tem colocado a gestão em dificuldades, exigindo um esforço “daviniano” para superar os desafios de equilibrar as contas da instituição, sem perder de vista o restrito padrão de serviço essenciais dos residentes. Assim, as prioridades se encerram na manutenção das necessidades básicas da sobrevivência, ficando sempre as necessidades de reformas e manutenção das instalações em plano secundário.
Também é devido o conhecimento e a consciência de que o Lar dos Idosos de Cruz das Almas é uma instituição privada que, associado às parceria institucionais e ao apoio de segmentos da comunidade, tem realizado funções de Estado. Com base na Lei Ordinária nº 10.741/2004; capitulo II; artigo 10; Dos Direitos Fundamentais, compete ao Estado e a sociedade assegurar ao idoso “a liberdade, o respeito e a dignidade, como pessoa humana e sujeito de direitos civis, políticos, individuais e sociais, garantidos na Constituição e nas leis”. Apesar dos avanços obtidos com as políticas públicas para os idosos, forçosamente, espera-se maiores acréscimos na consciência social com a valorização de quem tem em si um acúmulo extraordinário de vivências e para com aqueles que ao final da caminhada, ainda dependem apoio e solidariedade, já que a realidade mostra que, a terceira idade estará se constituindo no maior contingente da população.

O Lar dos Idosos em Cruz das Almas fica situado à Rua Lions Club, s/n, próximo da Delegacia de Polícia Civil, bairro da Assembléia. O telefone para contato é 75 3621-3782 e qualquer doação em dinheiro pode ser depositada no Banco do Brasil, Agencia 0414-6. Demais doações podem ser realizadas na própria instituição, durante o expediente comercial. As visitas podem ser agendadas pelo telefone mencionado estando limitadas aos horários das 15:00h às 17:00h de segunda-feira a sábado e aos domingos das 13:00h às 17:00h. Vale ressaltar ao visitante que é importante informar-se e observar as novas normas vigentes que visam preservar a saúde e qualidade de vida dos internos.

(FONTE: http://informativolardosidosos.blogspot.com.br/2010)