PRAÇA DO EXPEDICIONÁRIO

Assim era a estátua, antes de ser destruída por vândalos; bem diferente da atual.
005 - Monumento a Antônio Souza
006 - Monumento a Antônio Souza

Monumento ao pracinha Antonio Souza, natural de Cruz das Almas, BA, 1G 305.105, do DP/FEB, lutou na Itália durante a Segunda Grande Guerra Mundial, onde faleceu aos 19/05/45 no Rio do Pó – Vítima de afogamento nesse mesmo rio.

O terreno onde hoje está localizada a Praça do Expedicionário pertencia a Cecílio José dos Santos – Cicílio do Ponto – abastado fazendeiro na divisa entre os municípios de Cruz das Almas e Muritiba, entre a Pumba e o São José do Aporá.
Ao assumir a Prefeitura de Cruz das Almas pela primeira vez, em 1950, o Sr. Jorge Guerra resolveu transformar o local, que era um terreno baldio cheio de mato e com restos de construção já totalmente destinhorada, em uma agradável praça. Para tanto ele desapropriou a área com total aquiescência do proprietário.
Por sugestão do Dr. Waltércio Barroso da Fonseca foi dada à referida praça o nome de Praça do Expedicionário, em homenagem a Antônio Souza, o Toninho de Castor, único cruzalmense que lutara bravamente na última Grande Guerra Mundial em favor das nações democráticas contra o Nazi-facismo liderado por Hitler, e na volta após a vitória final morreu quando tomava banho no Rio Pó na Itália com outros colegas combatentes.
Fôra Toninho de Castor, sem dúvidas, o único cruzalmense que participara das lutas nos campos de batalha e merecia, verdadeiramente, a homenagem.
Decidida a construção da praça, o Dr. Waltércio Fonseca resolveu solicitar de amigos, os recursos para construir naquele local uma estátua em homenagem ao herói cruzalmense. A prefeitura arrumou a praça, o comércio ofereceu os bancos e com o dinheiro arrecadado por Dr. Fonseca foi preparada e colocada a estátua, que foi inaugurada em 15 de novembro de 1953, com grandes festas.

Segundo registros do Prof. Alino Matta Santana, “o  escultor da estátua foi o mestre Francisco Marques que era pedreiro da então Escola Agrícola da Bahia. Que beleza! O dinheiro público era respeitado e as praças construídas pelo poder público eram do povo, já a construção de estátuas era feita com a colaboração de amigos”.

(…)

Certas coisas, hoje em dia, distorcem as características das praças, principalmente em Cruz das Almas. No caso da Praça do Expedicionário, em primeiro lugar mudaram as características da estátua onde o expedicionário portava um fuzil nas mãos e hoje não porta mais. Segundo, o nome da praça é Praça do Expedicionário e não Praça do Soldado como muitos a chamam.
Pelo seu significado, ali está um dos mais importantes logradouros desta nossa terra.

(FONTES: http://alinomatta.blogspot.com.br/2007/10/praa-do-expedicionrio.html; http://henriquemppfeb.blogspot.com.br/2012/07/lista-detalhada-dos-mortos-da-feb-na.html)

Publicado por Edisandro Barbosa Bingre

Paulistano de nascimento, mas radicado em Cruz das Almas desde o início dos anos 80, o que o levou a desenvolver um grande amor por esta terra. Escritor, Professor, Técnico em Agropecuária, estudante de Gestão Pública, Cerimonialista e Servidor Público Municipal.

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